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Indústria de óleo e gás no ES deve investir mais de R$ 38 bilhões até 2031 


Da Redação, de Brasília (com apoio da Findes) —

A indústria do petróleo e gás no Espírito Santo projeta um novo ciclo de expansão, com R$ 38,4 bilhões em investimentos previstos até 2031. Os dados fazem parte da 9ª edição do Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural no ES, lançada nesta terça-feira (14), pelo “Observatório Findes”O material reúne os principais dados e análises do setor, além de apresentar projeção de investimentos e de produção de óleo e gás.  

Ao todo, o levantamento mapeia projetos de nove empresas para o Espírito Santo. São elas: Petrobras, Prio, BW Energy, ES Gás (Energisa), Shell, Prysmian Group, Imetame, Seacrest, Shell e NBS Petróleo e Gás.  

Entre os destaques, a Petrobras lidera o volume de aportes, com R$ 29 bilhões previstos até 2030, sendo R$ 17 bilhões já em execução. Os investimentos estão concentrados principalmente na área de exploração e produção, com destaque para a implantação do FPSO Maria Quitéria, no Parque das Baleias.  

Outros projetos relevantes incluem o Campo de Wahoo, da Prio, com cerca de R$ 4,5 bilhões, e os polos Golfinho e Camarupim, da BW Energy, com investmentos estimados em R$ 3,6 bilhões até 2030.  

Pico de produção de petróleo e gás natural em 2027

O Espírito Santo caminha para atingir seu próximo pico de produção de petróleo e gás natural em 2027. Os dados fazem parte da 9ª edição do Anuário da Indústria de Petróleo e Gás Natural no ES. Lançado nesta terça-feira (14), o documento, produzido pelo “Observatório Findes”, reúne os principais dados e análises do setor, além de apresentar projeções de investimentos e de produção de óleo e gás no Estado. 

O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo, Paulo Baraona, destaca que a indústria de petróleo e gás é um dos pilares da economia capixaba. “Ela foi importante há 20 anos e continua sendo hoje. No último ano, reassumimos a segunda posição entre os maiores produtores de petróleo do país, após seis anos. Para este ano, a expectativa é de continuidade do crescimento, e seguimos atentos ao próximo pico de produção e às formas de fazer com que ele gere impacto positivo em diferentes segmentos econômicos do Estado.” 

A gerente executiva do “Observatório Findes” e economista-chefe da Federação, Marília Silva, aponta que o setor tem uma grande importância econômica para o Estado. “Esse é um segmento que gera empregos com salários melhores e que demanda diversos segmentos. Os dados do Ministério do Trabalho mostram que no Estado temos 652 empresas que fazem parte da cadeia produtiva do petróleo e gás, que juntas geram 17,2 mil empregos formais diretos, com salário médio de R$ 7.95-4,70”, comenta. 

De acordo com o Anuário, entre 2025 e 2027, a produção de petróleo e gás no Estado deve crescer, em média, 13,5% ao ano, chegando a 248,4 mil barris de óleo por dia e 6,2 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural por dia. O destaque é a produção offshore (no mar), que terá incremento anual de 13,8%. “Para atingir esse pico, contamos com a aceleração da produção do FPSO Maria Quitéria, instalado no campo de Jubarte, com o início da produção no campo de Wahoo neste ano e com a expansão da produção no campo de Golfinho”, explica o gerente de Economia e Competitividade do “Observatório Findes”, Nathan Diir.

Descomissionamento à vista 

De acordo com as projeções do Anuário, a partir de 2028 terá início um processo de declínio natural da produção dos campos capixabas, o que resultará na redução da produção. “Os campos de petróleo estão amadurecendo, e esse movimento não é local, mas nacional. Nos próximos anos, muitas plataformas encerrarão suas atividades. É nesse cenário que surge a oportunidade de sermos o primeiro estado brasileiro a estruturar, de forma sistemática, a cadeia de descomissionamento offshore”, afirma o presidente da Findes. 

Atualmente, 26 projetos de descomissionamento estão aprovados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Juntos, representam investimentos de R$ 4,8 bilhões. “Esse é um volume expressivo, capaz de atrair empresas especializadas e posicionar o Espírito Santo como referência nacional nesse novo mercado. Temos a oportunidade de sermos pioneiros na estruturação dessa cadeia no Brasil. Esse é um mercado que se abre para o Brasil e no qual a Findes está atuando para que se desenvolva e ganhe escala”, afirma Baraona. 

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