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Servidores do MME viajam a Cuba. O Brasil quer ajudar Cuba a resolver a crise energética

Maurício Corrêa, de Brasília —

Três servidores de alto nível do Ministério de Minas e Energia estão viajando a Cuba (talvez já estejam lá) no período de 16 a 20 de julho. É uma viagem do tipo vapt-vupt, de interesse do Governo brasileiro.

Ao contrário das viagens de outros órgãos federais, cujos servidores vão ao exterior fazer turismo com dinheiro dos contribuintes, esta é uma viagem séria. Portanto o site não fará deboche em cima dela.

Todo mundo sabe que o sistema elétrico cubano está desmantelado, em consequência do implacável e criminoso bloqueio imposto pelos Estados Unidos há várias décadas.

Ultimamente, o Governo Trump tem embargado até a entrega de óleo para o sistema termelétrico cubano. Não há palavras para classificar o papel do governo americano nessa iniciativa, que pune toda a população cubana e a tem deixado na mais completa escuridão.

Dentro das limitações da política externa, pois o Brasil já está batendo de frente com os americanos em outros assuntos (tarifas, por exemplo), o Itamaraty tem coordenado alguma ajuda que o Brasil pode oferecer a Cuba, para tentar minimizar a crise energética local.

Nesse contexto, se enquadra a viagem dos três servidores do MME, que passa longe de uma Aneel Tour. O “Diário Oficial” publicou os atos que autorizam o afastamento de Luis Guilherme Parga Cintra, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais; Gustavo de Oliveira Prado, chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social; e de Hemeline Lucia Camata Soares, chefe da Assessoria Especial de Apoio ao Ministro.

O Brasil pisa em ovos neste caso, pois não quer abrir novas frentes de conflito diplomático com Washington. O objetivo do Brasil, no caso, é tentar encontrar saídas técnicas para a crise energética cubana. Com total experiência nesse campo, o Brasil pode contribuir, por exemplo, nas áreas de energia solar e produção de energia a partir do bagaço de cana.

O objetivo da viagem é claramente definido:  prestar assessoramento técnico, institucional e diplomático à agenda oficial do Ministério de Minas e Energia, bem como apoiar a condução dos compromissos bilaterais do ministro Alexandre Silveira com os seus colegas cubanos de Energia e Minas, do Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro e do Turismo da República de Cuba, em temas de interesse mútuo para o fortalecimento da cooperação bilateral no setor de energia.

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