Quem sabe ler e escrever ou conhece as quatro operações básicas compreende perfeitamente que os tais programas computacionais para formação de preços da energia elétrica no Brasil já deram água há muito tempo e hoje representam pouco mais do que a mais pura enrolação. É o Rolando Lero encarnado no verniz tecnocrático.
Só agora, depois de anos vazando água, é que o ONS começa a se mexer e vislumbra mudanças para 2028. Este site entende que simplesmente é preciso acabar com esses programas matemáticos e deixar o mercado flutuar livremente. Cada um faz o seu preço de compra e venda e crava o que for melhor.
Mas no Brasil infelizmente é tudo muito lento, há muitos interesses que a gente não sabe direito quais são, de modo que o que vai emplacar, provavelmente, é a mudança estilo Ford-28 a ser feita pelo ONS, ou seja, a passo de tartaruga.
Se a proposta do ONS é mesmo para valer, é preciso que o Operador e as autoridades do setor elétrico pelo menos tenham em mente que os códigos-fontes desses programas precisarão ser totalmente democratizados e colocados à disposição, por exemplo, de todas as universidades que desejarem conhecer os tais códigos.
Caso contrário, se os códigos-fontes não forem abertos, não vai adiantar nada. Os bruxos do ONS e das empresas de consultoria especializadas continuarão “donos” dos programas que serão modernizados e o mercado vai permanecer refém dessas figuras inteligentes, simpáticas e sortudas, pois têm o privilégio de possuir um segredo que pertence a poucos.
Este site entende que as associações empresariais do setor elétrico, que não têm muita imaginação criadora, deveriam sair das suas respectivas apatias institucionais e imediatamente iniciar uma campanha para que esses códigos-fontes sejam abertos. Porque razão elas até hoje não se movimentaram nessa direção, é uma boa pergunta a se fazer.
Deus Pai. Tem gente que ainda acredita seriamente nesses programas.