Maurício Corrêa, de Brasília —
O preço do barril de petróleo do tipo Brent atingiu nesta quinta-feira, 30 de abril, 126 dólares, fechando a 121 dólares. Antes do início da guerra Estados Unidos x Israel x Irã, o Brent estava cotado a 70 dólares.
É uma escalada e tanto, que provoca calafrios na economia mundial e desestabiliza praticamente todos os países. Não há expectativa de queda no preço internacional, enquanto persistir o atual impasse diplomático e militar, com o bloqueio naval dos portos iranianos, pelos Estados Unidos, e o bloqueio do estreito de Ormuz, pelo Irã.
A situação fica mais angustiante, pois não se pode descartar novos bombardeios ao Irã pelos americanos e um consequente recrudescimento do conflito. Está complicado encontrar uma saída honrosa para os americanos. Seria muito difícil imaginar que não haveria consequências nos preços internacionais do óleo bruto, considerando que a região afetada pela guerra está no epicentro da produção mundial.
Existe hoje nos Estados Unidos, entre especialistas, a firme convicção que o Irã antes da guerra não representava uma ameaça para Washington, o que reforça a tese que os americanos iniciaram o conflito e entraram pesado nele (ao custo somado, hoje, de US$ 25 bilhões) só para proteger o aliado Israel.
Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra unilateralmente. E o resto do mundo agora paga o preço da alta do petróleo, pois a guerra se prolonga por um prazo muito maior do que aquele pensado pelo presidente Trump e os generais israelenses. É o que se pode chamar de uma bela lambança.