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Seria melhor para o SEB esquecer o Congresso em 2026 e olhar para 2027

Duas votações recentes no Congresso Nacional — a indicação de Jorge Messias para o STF e a derrubada dos vetos da dosimetria — evidenciam uma total falta de governabilidade do Governo no Legislativo.

Este site não quer ser terrorista, mas, sem entrar no mérito de ambas as propostas, o fato incontestável é que a Oposição passou como um trator sobre os votos governistas. Tudo indica que o Governo derreteu.

Houve de tudo no Congresso: ingenuidade de parlamentares do Governo, avaliação inadequada das forças da Oposição, traições, etc e etc.

Este site é de energia e não de política. Não cabe, portanto, entrar no exame detalhado destas questões, o que levou às duas derrotas históricas do Governo.

O que o site “Paranoá Energia” considera (e aí vale um alerta para o setor elétrico brasileiro) é que esse clima de confronto na Câmara dos Deputados e no Senado Federal vai afetar o SEB. É lógico. Todo mundo no Congresso sabe que o senador Davi Alcolumbre não agiu sozinho. Ele teve apoio de muita gente na Casa e as falhas no lado do Governo foram incontestáveis.

Inúmeras questões de interesse estratégico do setor elétrico passam pelas duas Casas do Congresso. O Legislativo praticamente vai parar a partir de agora. Dentro de um mês e meio começa a Copa do Mundo. No segundo semestre, os congressistas se lançarão de corpo e alma na luta pela sobrevivência política nas eleições nos respectivos estados.

Será muito difícil, considerando as dificuldades políticas geradas pelos últimos acontecimentos no Congresso, encontrar uma brecha para tramitar qualquer coisa de interesse específico do setor elétrico.

Seria mais razoável o setor elétrico brasileiro esquecer o ano de 2026 e se preparar para atuar em 2027, com um Congresso renovado e o mesmo ou um novo presidente da República.