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Ucrânia corta GN russo barato para Europa

A Ucrânia interrompeu nesta quarta-feira, 1º de janeiro, o fornecimento de gás russo, que passa pelo país, para clientes europeus, após o término de um acordo de trânsito pré-guerra no final do ano passado. O ministro da Energia da Ucrânia, Herman Halushchenko, confirmou na manhã desta quarta que Kiev havia interrompido o trânsito “no interesse da segurança nacional”.

“Este é um evento histórico. A Rússia está perdendo mercados e incorrerá em perdas financeiras. A Europa já decidiu eliminar progressivamente o gás russo, e (isto) está alinhado com o que a Ucrânia fez hoje”, afirmou Halushchenko, no aplicativo de mensagens Telegram.

A empresa de energia russa Gazprom disse, em comunicado divulgado nesta quarta, que “não tem possibilidade técnica e legal” de enviar gás através da Ucrânia, devido à recusa de Kiev em estender o acordo.

Autoridades europeias minimizaram o fato. A porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Ikonen afirmou à imprensa que a interrupção de gás proveniente da Rússia teria um “impacto limitado” no fornecimento de energia da União Europeia (UE). “Interromper os fornecimento a partir de 1º de janeiro é uma situação previsível, e a União Europeia está pronta para isso”, reforçou.

A Ministra de Energia da Áustria, Leonore Gewessler, disse na rede social X, antigo Twitter, nesta quarta-feira, que a UE fez o seu “dever de casa” e está bem preparada para esse cenário, acrescentando que as empresas da região buscaram novos fornecedores fora da Rússia.

Por outro lado, o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, insistiu que a interrupção do fluxo de gás por meio da Ucrânia terá um “impacto drástico” na União Europeia, mas não na Rússia. Fico também repetiu que a Eslováquia e outros países do bloco europeu perderão milhões de euros com o corte de gás russo.

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