A Petrobras informou nesta segunda-feira, 13, a aprovação de novos investimentos no projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), consolidando a iniciativa como uma nova fronteira de exploração de óleo e gás no país. A decisão final de investimento do módulo SEAP I foi validada pelo conselho de administração, após a aprovação do SEAP II, em dezembro de 2025
Com aportes totais superiores a R$ 60 bilhões, os dois módulos devem produzir mais de 1 bilhão de barris de óleo equivalente, ampliando a oferta nacional de petróleo e gás. O projeto prevê a instalação de duas plataformas do tipo FPSO, com capacidade conjunta de até 240 mil barris de óleo por dia e processamento de 22 milhões de metros cúbicos de gás natural.
A estatal destacou ainda que ganhos de escala e revisões contratuais aumentaram a atratividade econômica do empreendimento, viabilizando a negociação das plataformas P-81 e P-87. A produção do SEAP II está prevista para começar em 2030, enquanto o SEAP I deve entrar em operação após 2030.
Considerado estratégico, o projeto também inclui a perfuração de 32 poços e a construção de um gasoduto de 134 quilômetros, reforçando a infraestrutura energética e ampliando a oferta de gás natural, especialmente na região Nordeste.
ANP convoca AP para aumentar Oferta Permanente
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) convocou uma audiência pública para a inclusão de 45 blocos adicionais na Oferta Permanente de Concessão (OPC). Com isso, o edital passará a contar com 495 blocos exploratórios disponíveis.
A audiência pública está prevista para o próximo dia 28, a partir das 14 horas, por meio de videoconferência e não altera as regras já estabelecidas. Os detalhes foram publicados no Diário Oficial da União.
Os novos blocos, 37 marítimos, localizados nas Bacias de Campos e Santos, e oito terrestres, na Bacia Potiguar, já obtiveram manifestação conjunta favorável do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) e do Ministério de Minas e Energia (MME).
O edital vigente até aqui contempla atualmente 450 blocos exploratórios e cinco áreas com acumulações marginais.
Com a inclusão de novas áreas, a ANP busca ampliar a atratividade do portfólio de áreas da OPC para que um novo ciclo de oferta aconteça ainda em 2026. Para que seja iniciado o leilão, as empresas precisam declarar interesse por determinado bloco ou blocos nos setores disponíveis.
