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Viajar ao exterior é com a Aneel. O viajante-geral ataca novamente e volta à Dinamarca, com outro diretor e um servidor

O viajante-geral da Aneel, digo, o diretor-geral Sandoval Feitosa vai embarcar novamente na ala internacional de algum aeroporto, Guarulhos ou Galeão. Saiu no “Diário Oficial” a autorização da sua viagem com destino a Dinamarca, no período de 31 de outubro a 05 de novembro.

Ele vai viajar na companhia de outro diretor, Willamy Moreira Frota, que fará a sua estreia no embarque internacional da Aneel Tour. Mais recatado, Willamy Frota até agora tinha evitado viagens pela Aneel Tour, mas agora resolveu aderir. Ninguém resiste ao tapete vermelho, bons hotéis, comida de primeira, excelentes vinhos, apoio diplomático, essas coisinhas que servem para tornar mais suave as vidas de servidores públicos inteligentes e dedicados.

Oficialmente, a justificativa para a viagem de ambos os diretores é a representação institucional em missão técnica no âmbito do “Brazilian-Danish Energy Partnership Program (Bradep)”.

Ambos viajarão com o chamado ônus limitado, ou seja, a Dinamarca pagará parte das despesas. Não faz muita diferença em relação a tudo o que a Aneel Tour já gastou dos seus próprios recursos, só neste ano, para botar o seu pessoal (diretores e servidores) passeando no exterior.

Isso é um assunto muito pequeno para uma campanha presidencial. Mas se vai entrar um presidente novo que diz que vai moralizar ou se vai permanecer o atual, que também curiosamente diz a mesma coisa, quem for eleito poderia começar por esse varejo e olhar para as viagens do pessoal da Aneel ao exterior.

O mesmo “Diário Oficial”, por exemplo, publica o ato oficial que autoriza a viagem do servidor Aurélio Calheiros de Melo Junior, a mesma Dinamarca, no evento que já terá dois diretores. Ou seja: não contente em designar dois diretores para a viagem à Dinamarca, a agência também manda um funcionário do alto escalão. Como já dizia um tio meu lá no interior de Minas, “Opa, eu também quero”.

Aliás, a Aneel Tour desembestou. O DOU também indica que o coordenador de Regulação e Tarifas de Encargos Setoriais, Andre Valter Feil, foi autorizado a viajar ao Panamá, no período de 28 a 31 de outubro, para representar institucionalmente a Aneel em mais um evento caça-níqueis, denominado “Workshop Regional sobre Subsídios de Energia na América Latina e Caribe 2026”.

Dinheiro jogado fora. Primeiro, que a Aneel já entende tudo sobre subsídios no setor elétrico, desde os tempos que se chamava DNAEE, ou seja, na período neolítico do SEB. E se tiver alguma dúvida ainda não precisa ir ao Panamá. Basta fazer uma visitinha ao Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios, que eles poderão em rápidas palavras esclarecer qualquer coisa sobre subsídios na economia brasileira.

Enfim, jogar dinheiro público pela janela com viagens ao exterior é com a Aneel. Essa Aneel Tour é uma vergonha.

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