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Governo se omite, Aneel se omite e a Enel mais uma vez deixa 300 mil no escuro em SP

Neste domingo, às 17h30m, havia novamente cerca de 300 mil moradores e possuidores de pequenos negócios totalmente no escuro, na região metropolitana de São Paulo. Um novo apagão na área de concessão da Enel deixou 100 mil unidades consumidoras no escuro. Basicamente foram afetados consumidores residentes na Capital do Estado mais rico do País.

Entrando pela noite, as equipes de emergência provavelmente vão trabalhar pesado para tentar reconectar o máximo de consumidores à rede elétrica. É o que sempre acontece, mas o estrago já está feito.

Este site já escreveu muito sobre isso e se indignou de tudo quanto é jeito com a qualidade do serviço prestado pela Enel, que se esconde atrás de um argumento altamente cômodo: chove muito em São Paulo, as chuvas e os ventos derrubam as árvores e as árvores derrubam a fiação elétrica, deixando pessoas sem energia elétrica.

Como se em outras áreas de concessão de distribuição de energia elétrica não chovesse forte, os ventos não derrubassem as árvores e as árvores não derrubassem a fiação elétrica. Isso acontece em outras áreas de concessão também. Só que a italiana Enel acredita que é mais especial do que outras concessionárias. Para a concessionária, os problemas só acontecem com ela.

O mais impressionante é que cada apagão em São Paulo mostra que o setor elétrico brasileiro é tocado numa espécie de faz de contas. A Aneel faz de contas que fiscaliza, o MME faz de contas que é rigoroso com a Enel, e a Enel faz de contas que é uma empresa séria.

Só os consumidores da concessionária italiana é que não fazem de contas de nada: eles sofrem severamente todas as semanas praticamente as consequências dos apagões em suas vidas, com problemas de tudo quanto é jeito. Seria interessante perguntar ao ministro Alexandre Silveira, ao presidente Lula ou ao diretor-geral da Aneel Sandoval Feitosa o que eles achariam se tivessem que subir 15 andares num prédio sem energia elétrica para poder chegar em casa? E que tal se algum deles fosse um hipertenso?

Nenhum deles vive esse problema. Eles, aliás, não têm problemas. E são os responsáveis pela qualidade dos serviços de distribuição de energia elétrica na Grande São Paulo. Sandoval não parece dar a mínima para os problemas gerados pela Enel SP. Silveira há muito tempo, embora não saiba, deixou de ser ministro e só pensa no seu futuro político. E o presidente Lula, bem, quanto ao presidente Lula o Brasil inteiro sabe que ele só pensa naquilo e aquilo atende pelo nome de próximas eleições. É uma lástima. Muita pobreza mental.

Alguém acha que sinceramente alguma dessas pessoas está ligando a mínima para os consumidores de energia elétrica na Grande São Paulo, uma região, aliás, onde quem manda hoje é a oposição? Lógico que não. Não estão nem aí e a Aneel entendeu o recado. Também não faz nada.

É muito triste ver tanta mesquinharia acontecendo, em nome da política. E se alguém acha que este editor tem algum prazer em escrever coisas desse tipo, está enganado. Zero vontade. Só escreve porque é obrigado. As coisas estão acontecendo diante do seu nariz e ele profissionalmente não pode se omitir. E também porque espera que alguém possa ler este pequeno site e ver que tem um jornalista em Brasília que está solidário com o total abandono dos consumidores de energia elétrica de São Paulo.

Isso aí. Vamos em frente.

Este site, como sempre faz, lembra aos leitores que os grandes responsáveis pela qualidade do serviço de distribuição de energia elétrica na região metropolitana de São Paulo são:

  1. presidente Lula;
  2. ministro Alexandre Silveira, de Minas e Energia;
  3. diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa;
  4. fiscais da Aneel responsáveis pela área de concessão da Enel SP. Deveriam se envergonhar dos salários que recebem, pois não fiscalizam absolutamente nada.

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