Maurício Corrêa, de Brasília —
A Aneel revogou a autorização para funcionamento de uma comercializadora e pediu o ajuizamento de ação contra seus responsáveis. O rombo causado pela empresa pode chegar a R$ 1 bilhão.
O que este site pergunta é o seguinte: como a Aneel e a CCEE, que há algum tempo provavelmente já estavam acompanhando o dia a dia dessa empresa, pois monitoram o mercado, deixaram a coisa chegar nesse nível?
Afinal, R$ 1 bilhão não é um valor desprezível, é um senhor buraco. Esse número não surgiu de um dia para o outro. Muita gente vai sair no prejuízo, pois vários operadores do mercado fecharam contratos com uma empresa que não valia um tostão furado.
O que fazem, afinal, a Aneel e a CCEE? Atuando em conjunto, elas não são os xerifes do mercado?
Para este editor, tudo é muito claro há muito tempo: tanto a Aneel quanto a CCEE gastam muito tempo e queimam parte substancial das suas energias com questões secundárias. Não se sabe direito o que o pessoal da Aneel faz, além de viajar. Quanto ao pessoal da CCEE se preocupa com a realização de projetos que não deveriam ser a sua prioridade.
A CCEE parece mais uma ONG, preocupada com os caminhos do setor elétrico ou até mesmo com aspectos sociais, quando o seu foco precisa ser o mercado, o que fazem ou deixam de fazer os agentes. É para isso que a CCEE existe.
Este episódio da comercializadora quebrada mostra, tristemente, que a Aneel e a CCEE estão meio perdidas. São lentas e burocráticas e parecem que vivem uma realidade paralela, a reboque dos fatos.