Muita gente brava no mercado com a decisão do Governo brasileiro, neste final de dezembro, de importar energia elétrica do Uruguai através da Eletrobras, sem abrir processo de licitação como ocorria em anos anteriores. Além disso, a pergunta que se faz é o que teria motivado o governo brasileiro a comprar energia elétrica no país vizinho quando a Região Sul tem água que não acaba mais e todas as suas hidrelétricas estão vertendo, ou seja, estão deixando a água passar, pois não cabe mais nos reservatórios. Alguns especialistas estão preocupados principalmente com as condições que existem nessa contratação, pois argumentam que tudo é muito nebuloso, sem transparência. Em primeiro lugar, pergunta-se por que a Eletrobras, sem licitação? Também se pergunta se vai gerar custos para o mercado, se poderá ocorrer GSF. E principalmente em que condições a energia será devolvida ao Uruguai. “Ninguém conhece as regras do jogo”, argumentou um especialista, frisando que a operação está parecendo mais uma “solidariedade entre hermanos”, ou seja, mais um benefício do governo brasileiro a um país latino-americano de política esquerdista. “Se der prejuízo, quem vai pagar? Os agentes, os consumidores”?, perguntou uma outra fonte. As fontes que conversaram com este site alegam que, entrando em janeiro, o MME deveria imediatamente explicar os detalhes dessa importação.
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Da Redação, de Brasília (com apoio da ES Gás) —