A mediana das projeções do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 caiu de 5,22% para 5,19% – 0,69 ponto porcentual acima da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. Considerando apenas as 107 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana passou de 5,19% para 5,20%.
As respostas foram enviadas pelos economistas ao Banco Central até sexta-feira, 23, antes, portanto, do segundo turno da eleição presidencial.
A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 subiu de 4,32% para 4,34%. Um mês antes, era de 4,31%. Considerando apenas as 107 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, subiu de 4,32% para 4,47%.
A mediana do Focus para a inflação de 2028 ficou em 3,75%. Há um mês, era de 3,80%. Para 2029, ficou estável em 3,50%. Há um mês, era também de 3,50%.
O Banco Central projeta alta de 5,2% para o IPCA em 2026 e 3,9% em 2027. As estimativas constam no comunicado da reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado projeta a inflação acumulada em 3,2% em 12 meses no 1º trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
Projeção da Selic
A mediana das estimativas do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para a taxa Selic no fim de 2026 ficou estável em 13,25%. Considerando só as 87 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também ficou estável em 13,25%.
As respostas foram enviadas pelos economistas ao Banco Central até sexta-feira, 23, antes, portanto, do segundo turno da eleição presidencial.
A estimativa intermediária do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2027 caiu de 12,00% para 11,75% depois de 18 semanas de estabilidade. Levando em conta apenas as 86 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana diminuiu de 12,00% para 11,50%.
Em 16 de setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a Selic em mais 0,25 ponto porcentual, de 14,00% para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte consecutivo dos juros.
A Selic já caiu 1,25 ponto porcentual desde março, quando o BC começou um “ciclo de calibração” da política monetária, em meio às incertezas sobre os impactos da guerra do Irã sobre a cadeia global de suprimentos, os preços de commodities e a própria inflação.
“O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária. O Comitê seguirá incorporando novas informações e acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse o Copom na ata da reunião.
A mediana do mercado para a Selic no fim de 2028 caiu de 10,50% para 10,00% depois de 16 semanas seguidas de estabilidade. A estimativa para 2029 continuou em 10,00% pela 25ª semana consecutiva.
Projeção do câmbio e do PIB
A mediana das expectativas do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para a cotação do dólar no fim de 2026 diminuiu de R$ 5,13 para R$ 5,05.
As respostas foram enviadas pelos economistas ao Banco Central até sexta-feira, 23, antes, portanto, do segundo turno da eleição presidencial.
Considerando apenas as 80 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária caiu de R$ 5,05 para R$ 5,00.
A mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 caiu de R$ 5,22 para R$ 5,15.
A projeção para o fim de 2028 caiu de R$ 5,29 para R$ 5,20, segunda queda consecutiva.
A estimativa para 2029 caiu de R$ 5,30 para R$ 5,28. Há um mês, era de R$ 5,35.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.
A mediana das expectativas do mercado financeiro no relatório Focus do Banco Central para a cotação do dólar no fim de 2026 diminuiu de R$ 5,13 para R$ 5,05.
As respostas foram enviadas pelos economistas ao Banco Central até sexta-feira, 23, antes, portanto, do segundo turno da eleição presidencial.
Considerando apenas as 80 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária caiu de R$ 5,05 para R$ 5,00.
A mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 caiu de R$ 5,22 para R$ 5,15.
A projeção para o fim de 2028 caiu de R$ 5,29 para R$ 5,20, segunda queda consecutiva.
A estimativa para 2029 caiu de R$ 5,30 para R$ 5,28. Há um mês, era de R$ 5,35.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.
