As urnas falaram. E o presidente Lula foi reeleito. A partir de hoje, cientistas políticos vão se debruçar sobre as eleições de 2026 e caberá a eles, que são especialistas, dissecar o processo e explicar as razões que levaram à vitória de um e à derrota de outro.
O site “Paranoá Energia” é mais modesto. Não tem que explicar nada, mas entende que é preciso valorizar e reconhecer a escolha feita pela maioria dos eleitores. Democracia é assim mesmo. Você perde ou ganha, mas o resultado tem que ser reconhecido.
Obviamente, numa eleição tão disputada quanto esta, agora haverá o chororô de quem perdeu. Faz parte. Se fosse o inverso, ocorreria a mesma coisa.
Este idoso editor admite que está saindo pessimista da eleição, por uma razão muito simples: o país está fraturado em dois e provavelmente vai continuar desse jeito por um bom tempo. Um lado não quer nem saber do outro, como mostrou a campanha presidencial. Isso não é bom para o país, mas parece ser uma tendência dos tempos atuais e a classe política precisa ser muito madura e competente para administrar essa questão. O pior de tudo, na visão deste velho jornalista, é que a classe política brasileira não parece ser nem madura e nem competente.
A dúvida que surge é como poderá ser o quarto mandato de Lula como presidente, tendo pela frente um cenário com um Congresso provavelmente hostil e com novos congressistas que estão vindo com a faca nos dentes. Vai ser interessante acompanhar o relacionamento entre o Executivo e o Legislativo, a partir de janeiro.
Sem contar que a oposição vem com mandato popular para detonar alguns ministros do STF, situação agravada pela lambança feita neste dia da eleição, depois do fechamento das urnas, quando houve inequívoca interferência do Supremo Tribunal Federal em atribuições do Tribunal Superior Eleitoral.
Vai ter muita emoção pela frente. Os hipertensos e infartados se cuidem, pois o risco é muito alto.