O coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), saiu em defesa do candidato após críticas da oposição e de governistas a uma declaração de Flávio sobre o etanol. “Flávio Bolsonaro é um defensor do setor sucroenergético e dos biocombustíveis. Seu plano de governo propõe transformar o Brasil em potência de biocombustíveis, fortalecer e ampliar o RenovaBio para o exterior e aplicar a Lei do Combustível do Futuro, permitindo que o Brasil venda créditos de carbono ao mundo”, disse Marinho, em nota à imprensa.
A manifestação de Marinho ocorre em meio à repercussão negativa sobre a fala de Flávio Bolsonaro que disse que “a gasolina virou etanol” e criticou o aumento da mistura obrigatória do biocombustível na gasolina em live semanal na última quinta-feira (20). Na ocasião, o candidato apontou para possibilidade de rediscussão da mistura obrigatória do etanol à gasolina, caso eleito. A declaração despertou reação imediata o setor sucroenergético e de ex-ministros do governo Lula.
Na nota, Marinho disse que o plano de governo de Flávio Bolsonaro apresenta “formas eficientes e permanentes de incentivar o setor”. Entre os incentivos, Marinho citou a possível redução de impostos incidentes sobre o etanol hidratado, simplificação tributária e crédito para inovação em biogás e hidrogênio verde.
Sobre a mistura de etanol na gasolina, o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que a presença do etanol “deve ser tratada como política de Estado”. “Valoriza a nossa produção agrícola, melhora o ar de nossas cidades, reduz a dependência de combustíveis importados e , em consequência, aumenta a segurança energética do país. O que não se pode é transformar essa política em instrumento episódico para tentar conter a alta dos preços às vésperas de uma eleição, como ocorreu no governo Lula”, apontou em referência indireta ao incremento do porcentual obrigatório de etanol na gasolina de 30% para 32%, aprovado em julho pelo Conselho Nacional de Política Energética em caráter emergencial diante da guerra no Oriente Médio e, consequente, disparada dos preços do petróleo.
Por fim, Marinho garante que “Flávio Bolsonaro entende a relevância do setor de biocombustíveis para o desenvolvimento do País”.
