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Focus: aumenta rombo em transações correntes

A mediana do relatório Focus para o déficit em transações correntes do Brasil em 2025 permaneceu em US$ 56,70 bilhões. Um mês antes, era de US$ 56,0 bilhões. A projeção para o déficit de 2026 passou de US$ 54,96 bilhões para US$ 54,98 bilhões. Quatro semanas antes, era de US$ 52,47 bilhões.

As expectativas do mercado sugerem que o déficit em conta corrente continuará sendo financiado com folga pelos Investimentos Diretos no País (IDP). A mediana para 2025 indica entrada líquida de US$ 70,0 bilhões, estável há 29 semanas. A projeção para 2026 permaneceu em US$ 70,0 bilhões pela 15ª semana seguida.

A mediana de superávit comercial em 2025 permaneceu em US$ 73,0 bilhões. Um mês antes, era de US$ 74,50 bilhões. A projeção para 2026 oscilou de US$ 78,0 bilhões para US$ 77,97 bilhões. Um mês antes, era de US$ 78,0 bilhões.

O Banco Central informou, no Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre, que espera um déficit de US$ 58,0 bilhões nas transações correntes este ano. A projeção de superávit comercial é de US$ 60 bilhões. Para o IDP, a autarquia prevê entrada líquida de US$ 70 bilhões.

Déficit primário

A mediana do relatório Focus para o déficit primário do setor público consolidado em 2025 oscilou de 0,59% para 0,57% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta fiscal é de déficit zero nas contas do governo central este ano, com tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB para mais ou para menos.

A estimativa intermediária para o déficit primário do setor público em 2026 permaneceu em 0,66% do PIB pela terceira semana seguida. Um mês antes, era de 0,67%. O alvo do ano que vem é de um superávit de 0,25% do PIB para o governo central, também com tolerância de 0,25 ponto para mais ou para menos.

Nominal

A estimativa intermediária do Focus para o déficit nominal de 2025 caiu de 8,83% para 8,70% do PIB. Um mês antes, era de 8,98% A mediana para o rombo nominal de 2026 permaneceu em 8,50% do PIB pela sétima semana seguida.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. O resultado nominal reflete o saldo após o gasto com juros e outras despesas financeiras.

A mediana para a dívida líquida do setor público (DLSP) como proporção do PIB em 2025 se manteve em 65,80% pela quinta semana seguida. A estimativa intermediária para 2026 permaneceu em 70,0%. Quatro semanas atrás, estava em 70,10%.

Dólar estável com perspectiva favorável

A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2025 permaneceu em R$ 5,70. Um mês antes, era de R$ 5,80. A estimativa intermediária para a moeda americana no fim de 2026 passou de R$ 5,79 para R$ 5,75. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,89.

A projeção para o dólar no fim de 2027 continuou em R$ 5,75. Um mês antes, era de R$ 5,80. Já a mediana para o fim de 2028 se manteve em R$ 5,80 pela quinta semana consecutiva.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

Selic estável num patamar alto

A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15% pela terceira semana consecutiva, após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter elevado a taxa a este nível e afirmado que espera manter a taxa parada por período “bastante prolongado.”

“Em se confirmando o cenário esperado, o comitê antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados do ajuste já realizado, ainda por serem observados, e então avaliar se o nível corrente da taxa de juros, considerando a sua manutenção por período bastante prolongado, é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, afirmou o Copom, no último comunicado.

Considerando apenas as 43 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também se manteve em 15%.

A mediana para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,50% pela 23ª semana consecutiva. Mas ,levando em conta apenas as 43 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária caiu de 12,50% para 12%.

A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 21ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10% pela 28ª semana consecutiva.

IPCA cai levemente, mas é 6ª baixa seguida

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 caiu de 5,20% para 5,18%, a sexta baixa seguida. A taxa está 0,68 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. Considerando apenas as 49 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida passou de 5,14% para 5,16%.

A projeção para o IPCA de 2026 permaneceu em 4,50% pela oitava semana consecutiva, colada ao teto da meta. Considerando apenas as 48 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana oscilou de 4,49% para 4,47%.

O Banco Central espera que o IPCA some 4,9% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a trajetória divulgada no último ciclo de comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom). O fim do ano que vem é o horizonte relevante do colegiado.

Na última decisão, o comitê elevou a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,75% para 15,0%, e afirmou que “antecipa uma interrupção no ciclo de alta de juros”, com o objetivo de examinar os impactos do ajuste que já foi realizado.

A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 4,0% pela 20ª semana consecutiva. A projeção para o IPCA de 2028 passou de 3,83% para 3,80%. Um mês antes, era de 3,85%.

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