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Eletrobras lucra R$ 1,6 bi no 1º trimestre

Da Redação, de Brasília (com apoio da Eletrobras) —

A Eletrobras registrou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no primeiro trimestre do ano, valor 31% superior ao mesmo período de 2020. O Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também apresentou crescimento quando comparado ao primeiro trimestre do ano passado, de 11%, ficando em R$ 3,8 bilhões. Já a receita operacional líquida teve acréscimo de 8%.

Quando avaliados os valores recorrentes, os percentuais de crescimento em relação ao mesmo período são ainda maiores: o lucro líquido recorrente, de R$ 2,7 bilhões, foi 48% superior; enquanto o Ebitda recorrente, de R$ 4,9 bilhões, foi 30% maior.

O resultado do trimestre foi impactado positivamente pela receita de transmissão, em decorrência da Revisão Tarifária Periódica com efeitos a partir de julho de 2020, e negativamente pelas provisões para contingências, no valor de R$ 932 milhões. Houve redução de 5% nos custos de PMSO (Pessoal, Material, Serviços e Outros), de R$ 110 milhões.

“A Eletrobras mantém seu compromisso com a disciplina financeira e registrou indicador Dívida líquida/Ebitda ajustado em 1,4, o menor dos últimos anos”, explica a diretora Financeira e de Relações com Investidores, Elvira Presta. Dando continuidade à racionalização da carteira de participações societárias, a companhia encerrou o trimestre com 83 Sociedades de Propósito Específico (SPEs) e tem a meta de chegar a 49 até o fim de 2021.

A disponibilidade operacional das linhas de transmissão das empresas Eletrobras ficou em 99,96% no primeiro trimestre. Em relação ao primeiro trimestre de 2020, houve redução de 20% nas perturbações. Há cinco anos não ocorrem desligamentos de grande porte (superior a 1000 MW) na companhia.
A Eletrobras detém 43% das linhas de transmissão do país, num total de 76.230 km, e é responsável por cerca de 29% da geração do Brasil, com 50.676 MW de capacidade instalada. Os investimentos em geração no primeiro trimestre deste ano totalizaram R$ 273 milhões, dos quais R$ 133 milhões foram destinados a Angra 3. Em transmissão, a companhia investiu R$ 142 milhões, sendo a maior parte, R$ 96 milhões, destinada a reforço e melhorias.

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