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PDV Eletrobras: Governo espera adesão de 2,6 mil

 

O governo espera uma adesão de 2,6 mil funcionários do Grupo Eletrobras no programa de demissão voluntária da gigante de energia elétrica que será lançado em breve, informou o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. Durante divulgação do Boletim das Empresas Estatais Federais de 2016, o ministro informou que o governo está estimulando que as empresas estatais façam programas de desligamento. Segundo ele, as empresas que estão pedindo autorização para o lançamento dos programas têm recebido aval.

“Todas as empresas que necessitam nós temos autorizado e incentivado que adotem”, disse Dyogo, na primeira entrevista como ministro efetivo do Planejamento. De 2015 para 2016, informou o ministro, 22 mil funcionários de empresas estatais aderiram aos PDVs. Só no Banco do Brasil, foram 9 mil funcionários. O total de empregados das empresas estatais federais caiu de 552 mil para 530 mil. A Eletrobras tem hoje 23 mil funcionários em todas as empresas do grupo.

O PDV, porém não vai atingir as empresas de distribuição de energia, que contam com cerca de 6 mil funcionários. As demais empresas do grupo possuem cerca de 17 mil servidores. Com o PDV, o número de servidores deve cair para cerca de 15 mil.

Segundo Dyogo, não é intenção fazer PDV no BNDES. “O banco não tem nenhuma proposta de PDV. O banco tem tido uma redução de seus desembolsos, mas isso não significa proporcionalidade com as pessoas. Ele não tem agências, pessoas distribuídas no país”, justificou.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, informou que as empresas estatais federais estão passando por um amplo processo de reestruturação. Esse processo envolve programa de venda de ativos, redução de endividamento e enxugamento operacional. Segundo o ministro, o processo de venda de ativos normalmente atinge participações minoritárias, mas também pode envolver participações majoritárias.

O ministro disse que a política para as estatais do governo federal é voltada para a melhoria dos resultados, concentração de atividades nos negócios principais e maior eficiência.

O ministro previu aumento da execução dos investimentos das empresas estatais federais ao longo de 2017, mas não falou em valores. Boletim do resultado das empresas estatais federais em 2016, divulgado nesta terça-feira, 04 de abril, pelo Ministério do Planejamento, mostrou uma redução dos valores de investimentos das estatais no ano passado. Segundo Oliveira, essa queda é verificada a partir de 2014. Até 2013, o crescimento era constante e chegou ao pico de R$ 113,4 bilhões naquele ano.

A partir daí, devido ao cenário macroeconômico desfavorável, houve uma readequação do volume de investimentos, principalmente na Petrobras e Eletrobras. As empresas entraram num processo de desalavancagem das suas dívidas e, consequentemente, colocaram um pé no freio dos investimentos.

Em 2016, o orçamento executado das estatais em investimentos somou R$ 56,5 bilhões, ante R$ 80,2 bilhões no ano anterior. A maior parte dos investimentos feitos em 2016 pelas estatais (85%) foi conduzida pelas empresas do Grupo Petrobras. A execução dos investimentos das empresas estatais chegou no ano passado a 74,2% do valor orçado. No Grupo Petrobras, a execução dos investimentos atingiu 78,1% e nas empresas do Grupo Eletrobras, 66%.

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