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Abesco é contra horário de verão

Da Redação, de Brasília (Com apoio da Abesco) —

O horário de verão, em vigor desde 1931 e que neste ano terá início em 04 de novembro, já foi muito importante para a economia de energia no Brasil. Porém, essa economia gerada no período já não se justifica mais.

A avaliação é da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), que aponta um movimento contrário, na verdade um aumento no consumo de eletricidade nos últimos anos. “Os motivos para o horário de verão existir diminuíram ao longo do tempo. Este fator (horário de verão) já não tem tanta relevância como antes”, compara o presidente da associação, Alexandre Moana.

A argumentação do presidente da associação tem relação com o aparelho que se tornou o maior vilão do consumo de energia no país: o ar-condicionado. “Na prática, na maior parte do Brasil, esse aparelho é usado ao máximo. Por isso, essa mudança de horário não faz mais sentido”, enfatiza Moana.

Ainda segundo o presidente da Abesco, o cenário é bastante diferente de décadas atrás, quando o chuveiro elétrico era considerado o grande causador de desperdício. “O ar-condicionado não é que nem o chuveiro, que você liga durante cerca de dez minutos. Se alguém liga este aparelho maior, geralmente, é para períodos maiores; para dormir, por exemplo. Então, conclui-se que a temperatura é o que mais influencia os hábitos do consumidor e não a incidência da luz”, observa.

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