Da Redação, de Brasília (com apoio da Alupar) —
A Alupar, multinacional brasileira de transmissão, geração e comercialização de energia, divulgou nesta quinta-feira, 05 de novembro, os resultados do terceiro trimestre de 2026, com crescimento sustentado pelos ativos que entraram em operação nos últimos meses no Brasil e na Colômbia. A receita líquida regulatória totalizou R$ 980,3 milhões, alta de 9,2%, impulsionada pelo segmento de transmissão, principal negócio da companhia. O Ebitda regulatório consolidado chegou a R$ 773,2 milhões, avanço de 4%.
Com base no lucro líquido regulatório atribuído aos acionistas, de R$ 214,2 milhões, o Conselho de Administração da empresa aprovou a distribuição de R$ 69,2 milhões em dividendos intercalares, equivalentes a R$ 0,21 por unit, com pagamento em até 60 dias.
Além disso, no período a Alupar obteve a licença ambiental para o início das obras do empreendimento Puno Sur, já iniciando as obras, e também acabou de vencer a licitação do projeto Pelarco–Trueno, no Chile, com investimento estimado de US$ 85 milhões e receita anual de US$ 11,9 milhões.
“O crescimento deste trimestre vem de projetos que planejamos e executamos nos últimos anos e que agora estão em operação. E essa trajetória continua: temos 15 projetos em implantação no Brasil, Chile, Colômbia e Peru, o mais recente deles conquistado nesta semana no Chile. Transmissão é um negócio de longo prazo e cada decisão precisa fazer sentido durante todo esse período. Com balanço sólido e crescimento contratado, seguimos investindo em projetos que façam sentido para a Alupar e tragam retorno aos nossosacionistas”, afirma Luiz Coimbra, diretor de Relações com Investidores da Alupar.
Quando o projeto vira receita
O segmento da transmissão representou 80% da receita líquida no trimestre e aumentou 12,2% frente ao mesmo período do ano passado. E isso ocorreu pela entrada em operação de novos ativos, com destaquepara a TCE (Transmissora Colombiana de Energia), na Colômbia, que iniciou as atividades em outubro de 2025. Também contribuiu para este crescimento o reajuste anual das receitas das transmissoras no Brasil (RAP em IPCA foi reajustada em 4,72% e a RAP em IGP-M foi reajustada em 1,95% para o ciclo 2026/2027).
As obras da linha de 500 kV da TECP, que vai ligar Goiás, Minas Gerais e São Paulo em 551 quilômetros, seguem em ritmo acelerado, com entrada em operação prevista pela companhia para 2027, antes do prazo regulatório. Na capital paulista, a TESP (Transmissora de Energia de São Paulo), conquistada em leilão em julho, teve o contrato de concessão assinado em setembro e prevê uma nova subestação e 17,4 quilômetros de linhas subterrâneas.
As transmissoras da Alupar mantiveram disponibilidade média de 99,8% no trimestre. A companhia tem participação em 46 concessões de transmissão, que somam mais de 10 mil quilômetros de linhas em quatro países, e quase 800 MW de capacidade instalada em geração.