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Petrobras tem 10 blocos com a ExxonMobill à espera de licença, diz diretora

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, reforçou nesta segunda-feira, 21, a mensagem de que o esforço exploratório da companhia permitiu alcançar a descoberta de petróleo no poço de Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas. Ela ressaltou, no entanto, que a obtenção de novas licenças ambientais segue como um ponto de atenção.

“Morpho, de fato, foi uma grata resposta, muito positiva. Estávamos esperando por mais de uma década pela licença. … Nós temos agora, com a ExxonMobil, mais 10 blocos. Então, nós precisamos de licença ambiental e precisamos repor reservas”, disse ao participar da ROG.e 2026, principal evento de energia organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

A Petrobras adquiriu, em parceria com a ExxonMobil, 10 blocos na Bacia da Foz do Amazonas em 2025, no 5º Ciclo de Oferta Permanente de Concessão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Nos FZA-M-1040, FZA-M-1042, FZA-M-188, FZA-M-190, FZA-M-403, o consórcio terá a Petrobras como operadora, com participação de 50%, em parceria com a ExxonMobil (50%). Já nos blocos FZA-M-477, FZA-M-547, FZA-M-549, FZA-M-619 e FZA-M-621, a ExxonMobil será a operadora, e a Petrobras terá participação de 50%.

Diante do desafio de reposição de reservas, a Petrobras tem buscado oportunidades no exterior, com foco em áreas nas quais a empresa avalia haver maior familiaridade geológica. Na última semana, a estatal anunciou a assinatura de oito contratos de partilha de produção na Costa do Marfim.

“Até eu ter uma resposta nos países africanos em que nós estamos, vai demorar um pouco. Por isso, estamos fazendo aquilo de que sempre gostamos, que é tirar o máximo dos campos que nós temos”, pontuou ela. “Estamos aumentando a nossa eficiência operacional inclusive nas bacias terrestres”, complementou.

Ao citar que a empresa vem em uma trajetória de produção crescente, Anjos afirmou que a Petrobras tem demonstrado ser “possível produzir mais emitindo menos”. “Reduzimos em mais de 40% as emissões de CO2 e metano”, exemplificou.