Maurício Corrêa, de Brasília —
Notícia elaborada pela Agência Estado, cujo conteúdo foi disponibilizado na seção Notícias deste site por autorização contratual, informa que o Tribunal de Contas da União (TCU) deu uma espécie de ultimato à Aneel e à Anatel, para que coloquem um ponto final o mais rapidamente possível na novela chamada “compartilhamento de postes”.
Sem dúvida, essa história do tal “compartilhamento de postes” é uma das maiores vergonhas que afetam o setor público brasileiro. Este idoso editor não está mentindo. Afinal, há cerca de 30 anos, quando a Aneel recém-iniciava a suas atividades (a Anatel é mais antiga um pouco), esse tema já era discutido entre as duas agências reguladoras. Este editor, quando era apenas um quarentão e o cabelo apenas começava a ficar grisalho, participou de entrevista coletiva do então diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, dizendo que as divergências estavam aparadas e que uma espécie de resolução conjunta seria publicada “nos próximos dias”.
Passaram-se 30 anos e até agora nada. Os próximos dias se transformaram em 30 anos. As empresas de telecomunicações e do setor elétrico continuam brigando pelos postes e é preciso que o TCU, agora, saia atirando, querendo dizer mais ou menos o seguinte: “E aí, Aneel e Anatel, vocês não vão resolver essa bosta? Já passou da hora”.
Este editor entende quase nada de Anatel, mas de Aneel entende um pouquinho. Fica perplexo porque para algumas coisas a Aneel é rapidíssima. Por exemplo: mandar o seu pessoal passear no exterior, com custos bancados pelos contribuintes. Seria oportuno também que a Aneel fosse rápida e altamente eficiente para resolver o problema dos postes e evitar o vexame de levar um puxão de orelhas do TCU.