Maurício Corrêa, de Brasília —
Este idoso editor sabe que é cansativo para os leitores mencionar este tipo de coisa praticamente todos os dias. Também é cansativo para o editor consultar diariamente o “Diário Oficial” e constatar que a área mais produtiva da Aneel é a Aneel Tour.
Já que é chover no molhado, porque o site insiste nisso? Por uma questão muito simples, apenas uma palavrinha: INDIGNAÇÃO.
Como cidadão, este editor considera revoltante ver como dirigentes da Aneel usam a atividade profissional para viajar pelo mundo com dinheiro público. Agora, por exemplo, a diretora Agnes está em algum lugar do planeta e a Aneel Tour já comunica que o diretor-geral Sandoval de Araújo Feitosa Neto, que deveria dar o exemplo, vai viajar à Coréia do Sul, entre 13 e 20 de junho, para representar a agência institucionalmente num evento denominado “FEALAC Trade and Investment Forum” . A portaria que autoriza o afastamento também menciona visitas técnicas, sem entrar em detalhes. Brasília inteira sabe que isso é turismo pura e simples.
E a superintendente Ludimila Lima da Silva, que é uma felizarda, também vai pegar uma beiradinha nessa mordomia e viaja junto com o diretor Sandoval. Com todas as despesas pagas naturalmente pela rica Aneel Tour, é lógico.
Este editor vai continuar insistindo a escrever sobre essas viagens, com a esperança que esses caras da Aneel um dia possam perceber o que fazem. Não é ilegal, mas é imoral. É um evidente exagero, num momento em que o setor elétrico está se desmanchando. E os ilustres diretores e servidores da Aneel Tour só vivem viajando. O editor lamenta que os órgãos de Controle do Estado, que deveriam estar atentos a essas situações, fingem que não está acontecendo nada.
Esse povo da Aneel talvez ficaria em um ambiente mais tranquilo se fosse da Anac. Ou da Embratur, alguma coisa assim, em que as pessoas são obrigadas a viajar.
O que não dá para engolir é esse festival de viagens internacionais da Aneel Tour pagas pelo seu, o meu e o nosso dinheiro.