Da Redação, de Brasília (com apoio do BBCE) —
A Prefeitura do Rio de Janeiro e o BBCE assinaram um acordo de parceria que visa a utilização da BBCE Curva Forward para precificar a luz a ser comprada para os prédios públicos com base no que está sendo praticado no mercado livre de energia. Com essa iniciativa, a Prefeitura poderá realizar leilões de fontes limpas e renováveis com valores competitivos.
A Prefeitura do Rio se destaca como a primeira cidade da América Latina a adotar a energia verde para o abastecimento de seus órgãos públicos, privilegiando fontes limpas e renováveis adquiridas no MLE e a instalação de usinas solares. Essa iniciativa integra o Programa de Eficiência Energética (PEE), lançado em 04 de setembro de 2023 pelo prefeito Eduardo Paes.
O mercado livre – também conhecido como ambiente de contratação livre (ACL) – é um segmento de atacado em que empresas que consomem bastante energia podem contratá-la diretamente de quem a produz, distribui ou comercializa. Cerca de 40% do volume desse setor é transacionado no BBCE, que funciona como uma bolsa de energia, conectando em sua plataforma empresas que querem vender e comprar energia das mais diversas fontes e nas mais diversas regiões do País.
Para assegurar que a luz seja adquirida com base no valor praticado pelo mercado, os leilões de compra da Prefeitura passam a utilizar a BBCE Curva Forward, que apresenta cotações futuras de preços da energia elétrica com base no que o mercado está pagando nas negociações no BBCE.
“O acordo de cooperação assinado entre o BBCE e a Prefeitura do Rio reforça o compromisso da nossa gestão em proteger o meio ambiente, por meio da utilização de energia limpa, além da economia de recursos financeiros para os cofres públicos, que ultrapassou R$ 18 milhões desde o início do programa de transição energética implementado no município. Hoje, temos 28 prédios públicos utilizando 100% de energia renovável e a iniciativa segue em expansão”, disse o secretário de Administração da Prefeitura do Rio, Bernardo Egas.
De acordo com Camila Batich, CEO do BBCE, a Prefeitura do Rio é pioneira numa tendência que a empresa tem acompanhado junto a outras prefeituras, governos e órgãos públicos. “Temos visto que começam a se delinear outras iniciativas públicas para aquisição de energia limpa no ACL e há uma preocupação que essa compra aconteça com a segurança de que os valores estão em linha com o praticado pelo mercado – por isso o uso de nossa curva”, explica. Camila complementa que o BBCE também tem sido procurada por órgãos e instituições públicas interessados no uso de sua ferramenta de requisição de compra e venda de energia.
Energia limpa no ACL e o setor público
Considerando todas as fases já migradas, contratadas e em processo recente de licitação pública, a Prefeitura do Rio já contratou mais de 500 mil MWh de energia 100% limpa e renovável no Ambiente de Contratação Livre. A economia totaliza mais de R$ 100 milhões em contratos de 60 meses, e são evitadas mais de 170 mil toneladas de CO2 (GEE).
Levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) aponta que mais de 15 mil imóveis da administração pública no Brasil, incluindo edifícios dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, já utilizam energia solar. Em 2024, 3,5 mil prédios públicos teriam adotado geração solar própria.
Como funciona e para que serve a BBCE Curva Forward
A BBCE Curva Forward completou 10 anos como a única referência de cotações de preços futuros de energia no Brasil com base em negócios reais. É um indicador gerado todos os dias úteis, prioritariamente, a partir de dados do pregão da plataforma de negócios EHUB BBCE.
Cobre todas as regiões do Brasil com preços de hoje até os próximos 21 anos. Ao todo, em 2025, aproximadamente R$ 90 bilhões, distribuídos em 80 mil operações e 400 mil GWh, abasteceram as bases que geram o indicador. Isso significa quase seis meses de consumo de energia de todo Brasil.
A BBCE Curva Forward auxilia na marcação a mercado, tomada de decisão estratégica e gestão de riscos. É, ainda, a fonte para realização de estudos e análises sobre preços de energia elétrica, em especial, no mercado livre. Empresas geradoras, distribuidoras e comercializadoras de energia, além de grandes companhias que adquirem energia, bancos de investimento, consultorias e órgãos públicos e entidades como a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) também utilizam a informação.