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Planejamento do ONS aponta aumento do intercâmbio de energia

Da Redação, de Brasília (com apoio do ONS) —

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou, nesta terça-feira, 16 de dezembro, os resultados do Sumário Executivo do Plano da Operação Elétrica de Médio Prazo do Sistema Interligado Nacional – PAR/PEL 2025 para o horizonte de 2026 a 2030.

O conjunto de obras indicado no período inclui cerca de 5.301 km de novas linhas de transmissão, além de 24.314 MVA de acréscimo de capacidade de transformação em subestações. Esses empreendimentos representam um acréscimo de 3% na extensão das linhas de transmissão e de 5,7% na potência nominal instalada em transformadores da Rede Básica e Rede Básica de Fronteira, em relação à rede existente.

Os investimentos estimados para estas obras são de R$ 28,1 bilhões, sendo R$ 22,7 bilhões em empreendimentos indicados pela primeira vez. 

“Os resultados do PAR/PEL reafirmam o planejamento como um instrumento estratégico do Estado brasileiro para garantir a segurança energética e a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional. O estudo aponta caminhos para que o SIN acompanhe, com solidez e previsibilidade, a expansão das fontes renováveis, a incorporação de novas tecnologias e os efeitos da evolução da carga e da geração no país. As ações e investimentos mapeados fortalecem a resiliência do sistema e criam as bases para uma operação mais segura, eficiente e integrada até 2030”, afirmou o diretor-geral do ONS, Marcio Rea.

Com relação à previsão de carga do SIN, projeta-se uma demanda máxima da ordem de 129 GW para o ano de 2030, que corresponde a um crescimento de 17% quando comparada à máxima carga verificada em 2025. Para o final de 2030, estima-se que a capacidade instalada do SIN totalizará 269 GW, sendo que desse montante cerca de 60 GW serão de usinas eólicas e fotovoltaicas centralizadas. 

A ampliação dos limites de intercâmbio entre os subsistemas é um dos pontos destacados no PAR/PEL 2025. Há previsão de aumento de aproximadamente 20% no recebimento da região Sul a partir das regiões Sudeste/Centro-Oeste, evoluindo de 11.400 MW em janeiro/2026, para 13.500 MW em 2030, durante o período de ponta de carga do sistema. 

É previsto também o aumento de aproximadamente 25% no limite de recebimento da região Sudeste/Centro-Oeste a partir das regiões Norte/Nordeste, evoluindo de 18.500 MW, em janeiro/2026, para 23.000 MW, em janeiro/2030. O limite de intercâmbio entre essas regiões será ampliado com a implementação de um conjunto de obras previstas para entrada em operação, em julho de 2030.

“As análises do PAR/PEL 2025, organizadas sob os enfoques conjuntural e estruturante, indicam a classificação de prioridade e ações de acompanhamento de 480 empreendimentos, entre outras ações, preparando o SIN para uma demanda de 129 GW no ano de 2030”, ressalta Alexandre Zucarato, diretor de Planejamento do Operador.

O Sumário Executivo do PAR/PEL 2025 também abordou outros dois temas centrais do setor: a projeção futura do curtailment de geração eólica e fotovoltaica, cuja mitigação requer não apenas a integração de novas cargas, mas um melhor alinhamento entre expansão de geração renovável variável e capacidade de absorção do sistema, e novas análises sobre os impactos da geração distribuída na segurança elétrica da operação do SIN, a qual demanda nova coordenação entre ONS, distribuidoras, instituições setoriais e agentes.

O Plano da Operação Elétrica de Médio Prazo do SIN – PAR/PEL tem como objetivo avaliar o desempenho do SIN, no horizonte de cinco anos, para que a operação futura seja realizada com níveis adequados de segurança, com aderência aos critérios de confiabilidade estabelecidos nos Procedimentos de Rede. O plano contém as indicações de obras necessárias para o pleno atendimento à demanda, à integração das novas usinas geradoras e ao funcionamento do setor elétrico no médio prazo.