O Comitê de Política Monetária (Copom) avaliou que a condução cautelosa da política monetária tem contribuído para a observação de ganhos de desinflacionários, mas reforçou que os vetores inflacionários se mantêm adversos.
Na ata da sua última reunião, publicada nesta terça-feira, 16, o colegiado reafirmou “o firme compromisso com o mandato do Banco Central de levar a inflação à meta”. Na última quarta-feira, 10, o colegiado decidiu manter os juros em 15% ao ano.
Emendou que seguirá acompanhando o ritmo da atividade econômica – que destacou ser fundamental para a determinação da inflação, em particular a de serviços – e das expectativas de inflação – que afirmou continuarem desancoradas e serem determinantes para o comportamento da inflação futura.
Também afirmou que seguirá acompanhando o repasse do câmbio para a inflação, o balanço de riscos, e a dinâmica da inflação corrente.
“Diante das condições observadas e prospectivas, o cenário prescreve uma política monetária significativamente contracionista por período bastante prolongado”, observou.
As expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes seguiram trajetória de declínio, mas permanecem acima da meta de inflação em todos os horizontes, ressaltou o Comitê de Política Monetária (Copom) na ata da sua última reunião, publicada nesta terça-feira, 16.
“O custo de desinflação sobre o nível de atividade ao longo do tempo é maior em ambientes com expectativas desancoradas”, ressaltou o colegiado.
O comitê ressaltou na sequência que “a perseverança, firmeza e serenidade na condução da política monetária favorecerão a continuidade desse movimento, importante para a convergência da inflação à meta com menor custo”.
Disse também que a conclusão obtida durante a reunião e compartilhada por todos os membros do Copom foi a de que “em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”.
Na última quarta-feira, 10, o colegiado decidiu manter os juros em 15% ao ano.
