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Silveira e o Brunello di Montalcino

Maurício Corrêa, de Brasília —

Afinal, qual é a do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a respeito da concessão da Enel?

Em seu gabinete, fica enviando cartinha para a Aneel, lembrando que a perda da concessão é responsabilidade da agência reguladora, ou seja, claramente pressionando-a a tomar a decisão.

Mas, quando vai à Itália, o que tem acontecido com alguma frequência, o ministro muda de ideia e, além de gostar de se encontrar com o pessoal da Enel, o ministro costuma se entusiasmar e se declarar contra o fim da concessão.

É uma contradição, mas é um ministro do PSD, talvez seja assim mesmo. Ou então o problema talvez seja a Itália.

Este editor não sabe se Sua Excelência aprecia um vinho, mas pode ser que, na Itália, ele seja obrigado a consumir um Brunello di Montalcino, o que é um sacrifício danado.

Aí fica favorável à manutenção da concessão. Se na mesa encontrar um Vitello Tonatto, aí não tem jeito. Deus Pai.
Volta para o Brasil, não tem Brunello, Não tem Vitello Tonatto, o ministro fica triste e já acha que tem que acabar com a concessão da Enel.

Até a próxima viagem à Itália, quando Sua Excelência se confunde e muda o posicionamento. E começa tudo de novo.

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