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CCEE: PLD médio no SE deve ser de R$ 101,57

Da Redação, de Brasília (com apoio da CCEE) —
O Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) médio do submercado Sudeste/Centro-Oeste pode fechar este ano em R$ 101,57 por megawatt-hora (MWh), de acordo com projeções apresentadas na reunião do InfoPLD Ao Vivo desta segunda-feira, 27 de abril. O valor é aproximadamente 25% superior ao estimado no encontro anterior.

O InfoPLD Ao Vivo é uma reunião mensal, realizada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, para apresentar ao mercado as premissas e os resultados relativos ao preço da liquidação da energia no Mercado de Curto Prazo – MCP, entre outros pontos. O encontro é exibido ao vivo e, por conta das medidas de contenção contra a Covid-19, foi realizado de forma 100% remota neste mês.

A perspectiva de afluências ainda abaixo da média em 2020 foi um dos principais fatores que levaram a CCEE a elevar as projeções de PLD para o ano. Mesmo com a perspectiva de uma carga mais baixa, para o horizonte conjuntural de maio e junho, devido às restrições de circulação motivadas pelo combate ao novo coronavírus, a situação hidrológica levou a uma perspectiva de preços mais altos em relação ao previsto anteriormente. Em abril, as chuvas aconteceram em volumes abaixo das médias históricas para os submercados Sudeste/Centro-Oeste e, principalmente, para o Sul.

A estimativa de realização da carga de abril é cerca de 2.615 megawatts (MW) médios abaixo da previsão inicial realizada para o mês. Para maio, a perspectiva é de uma demanda 8,3% menor do que a verificada em maio do ano passado.

Os Encargos de Serviços do Sistema (ESS) estimados para abril são da ordem de R$ 19,4 milhões referentes, sendo R$ 13,2 milhões referentes a restrições operativas e R$ 6,2 milhões ao despacho por unit commitment. Para maio é esperado R$ 17,4 milhões apenas por restrições operativas.

O fator de ajuste do Mecanismo de Realocação da Energia (MRE), também conhecido pela sigla em inglês GSF, deve fechar o ano em 80,8%. Em abril, o GSF deve fechar em 102,9%, passando para 100,4% em maio.

Energia Natural Afluente

O cenário de afluências indica que a situação no Norte e Nordeste é confortável. No entanto, quando se analisa o Sistema Interligado Nacional – SIN como um todo, a Energia Natural Afluente – ENA no período úmido (entre novembro e abril) é a 10ª pior do histórico. Em relação aos reservatórios, o mês de abril fechou com um armazenamento de 59,5%, contra 48,1% verificados no mesmo mês no ano passado.

No Norte, a ENA em abril é a 27ª melhor do histórico, com 111% da Média de Longo Termo (MLT), enquanto no Nordeste, a ENA fecha o mês com 105%, melhor abril desde 2012. Para maio, a ENA no Norte é prevista em 122% da MLT, ao passo que no Nordeste a estimativa das afluências estão em 79% da MLT.

No Sudeste/Centro-Oeste, a ENA foi a 25ª pior do histórico, com 88% da MLT – percentual que deve se repetir em maio. O Sul é o submercado que ainda demanda maior atenção: a ENA em abril foi de apenas 16% da MLT, a pior do histórico. Em maio, deve subir para 19%.

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