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Que venham as eleições. E que terminem logo

O Brasil vai às urnas neste domingo, para o primeiro turno das eleições. Em vários estados, a escolha dos candidatos já vai se encerrar no primeiro turno. Para a presidência da República, há enorme diferença entre os institutos de pesquisas, mas existe também a possibilidade de no próprio domingo à noite o Brasil já saber quem será o próximo presidente.

O idoso editor do site “Paranoá Energia” já sabe em quem votar e até já preparou a sua colinha. Mas não é bobo de abrir aqui quem vai merecer o seu voto. Afinal, o voto é secreto. O editor já tem idade suficiente para não comparecer às urnas e até anda meio derrubado em termos de saúde, mas entende que, como é um direito da cidadania, ele também vai na sua seção eleitoral para indicar quais são os seus candidatos.

O editor já viveu dois momentos distintos em termos eleitorais. No período da ditadura, também era possível votar, mas apenas nos nomes autorizados pelos militares. Eles achavam que aquela palhaçada era eleição, num sistema, aliás, bipartidário, quando apenas podiam competir dois partidos devidamente autorizados pela ditadura. Um era o partido do sim e o outro era o partido do sim, senhor. Uma mera ficção política, que infelizmente matou muita gente boa.

O jogo começou a valer mesmo apenas depois que os militares foram alijados do Poder. Após a redemocratização, o Brasil escolheu livremente os seus presidentes, de várias tendências políticas. E, neste domingo, a cidadania vai exercer novamente o direito de escolher o seu presidente. Apenas dois candidatos poderão ser eleitos, pois o eleitorado está dividido há muitos anos, no que parece ser uma situação comum a vários países. Essa polarização não é boa para o Brasil, mas ela existe há muitos anos e é preciso conviver com isso. Ainda não houve suficiente movimento na sociedade para se articular a chamada terceira via. Paciência.

A campanha de certa forma foi muito pobre em termos de ideias para o País. Os candidatos quase que se limitaram a jogar lama um no outro. Quem se corrompeu mais, quem teve mais amizades perigosas, quem viajou mais em jatinhos suspeitos, qual o filho que se aproveitou mais das proximidades com o Poder. Enfim, aquela lavagem de roupa suja que existe em todas as eleições. Uma tristeza só. Muita pobreza mental.

Nesta reta final da campanha, até a Nossa Senhora Aparecida, coitadinha, que não faz qualquer mal a ninguém que tem a fé católica e que acredita nela, teve o seu nome envolvido na nossa questão política e está sendo descaradamente usado por políticos desonestos e pelos partidos demagogos que os apóiam, com a ajuda infelizmente de alguns jornalistas.

Agora, ideias boas para o Brasil, muito poucas. Como resolver o problema fiscal, como diminuir a carga dos impostos sobre a população, como melhorar as condições de vida das pessoas, e por aí vai. É verdade que na hora de pedir votos, os políticos se lembram das pessoas e saem por aí prometendo mundos e fundos, mas as pessoas sabem que a maioria das promessas dificilmente será cumprida, pois não existem recursos suficientes no tal do orçamento.

Este idoso editor espera apenas que quem for eleito roube o menos possível e de preferência trabalhe em favor dos pobres, pois os ricos não precisam utilizar os instrumentos públicos de proteção social. Se os eleitos não meterem a mão peluda no dinheiro público já estará bom demais. Bem, o Brasil não é a Dinamarca e temos que conviver com as nossas circunstâncias de país do terceiro mundo.

Só para finalizar: este editor também acredita que a eleição para presidente poderá terminar no primeiro turno. O Instituto Idoso Editor andou fazendo umas pesquisas e concluiu que a população brasileira quer resolver esse negócio logo no domingo. Que assim seja.