A Aneel , aquela agência reguladora que vivia totalmente quebrada, correndo o risco de não ter dinheiro para o cafezinho ou para o papel higiênico e que inclusive pediu suplementação orçamentária para poder pagar as contas, agora está nadando na grana. De onde apareceu tanto dinheiro assim, de repente, o site não sabe dizer.
Tanto que a Aneel Tour, que cuida muito bem de todo mundo na Aneel, sem discriminação, agora vai mandar a diretora Agnes Maria de Aragão da Costa para o Reino Unido. Ela vai representar a agência institucionalmente no “Energy Regulatory Exchange 2026”, um evento destinado a reguladores de energia que trabalham em projetos de transição energética.
A diretora Agnes está autorizada a viajar, com despesas pagas pela Aneel, no período de 16 a 22 de maio. Como o evento será realizado entre os dias 18 e 20, o site Paranoá Energia gosta de especular e entende que talvez a diretora tenha uns poucos dias disponíveis para relaxar em Londres.
Ela provavelmente já deve ter ido a Londres várias vezes, pois é uma servidora culta e viajada. Mesmo assim, o Paranoá Energia se arrisca a sugerir uma programação alternativa para a diretora, para preencher os dias que ela terá em Londres até a hora de voltar para a casa.
Londres em maio é uma cidade muito agradável, com dias mais longos de primavera e noites frescas. É bom usar agasalhos leves.
A programação aqui sugerida não tem nada daquelas bobagens de classe média tipo passeio na London Eye enfrentando filas enormes, visita ao museu de cera ou atravessar a faixa de pedestres que os Beatles tornaram famosa em Abbey Road, correndo o risco de ser atropelada.
Como a diretora não terá muitos dias disponíveis em Londres, este site sugere que ela visite a Tate Modern, uma magnífica galeria de arte moderna (que, aliás, tem relação com o setor elétrico, pois foi construída no lugar de uma antiga UTE). Se ela aprecia visitar mercados, poderá escolher entre o Portobello, o Borough e o Camden.
E se a diretora gosta de música sofisticada em um ambiente de contemplação, poderá ter a sorte de assistir uma apresentação de jazz ou música clássica numa antiga igreja, a St. Martin-in-the-Fields, que é fácil de encontrar pois fica em Trafalgar Square.
A diretora Agnes também poderá curtir umas boas horas passeando e indo a algum restaurante típico da Armênia, do Kosovo ou da Geórgia, por exemplo, em Notting Hill, o bairro mais badalado de Londres. Se for uma pessoa romântica, poderá conhecer os lugares onde foi feito o filme “Um lugar chamado Notting Hill”, com Julia Roberts e Hugh Grant.
O site tem certeza absoluta que a diretora da Aneel, que é uma pessoa séria, está indo apenas para trabalhar em Londres, o que representa uma espécie de sacrifício profissional. Mas, sobrando um tempinho, vale a pena aproveitar as despesas pagas pela generosa Aneel e curtir um pouco a vida, pois não é fácil ficar aguentando toda terça-feira aquelas chatérrimas reuniões da diretoria da Aneel. Ninguém merece aquilo. É preciso ter uma compensação e uma viagem a Londres, mesmo rapidinha, vem a calhar.
Boa viagem, diretora. Deve ser muito bom ser diretora de uma agência reguladora rica, que espalha servidores e diretores pelo mundo (o diretor Fernando Mosna, a propósito, está no Quênia), com ônus, ou seja, pagando todas as despesas dos viajantes.
Se pudesse voltar no tempo e recomeçar a vida, este idoso editor certamente gostaria de trabalhar na Aneel.