Chega a ser comovente o esforço que faz a Neoenergia, concessionária de distribuição de energia elétrica no Distrito Federal, para ficar com o título de “pior distribuidora do Brasil”, título que hoje sem dúvida pertence à concessionária Enel, de São Paulo.
Tanto em São Paulo quanto em Brasília é o mesmo esquema. Choveu, a rede elétrica ficou molhada, acabou a luz. Parece um país de terceiro mundo. Ninguém deve se enganar com a dinheirama que a Neoenergia torra em publicidade. Pelo menos na região do Lago Norte, em Brasília, a distribuição de energia, é uma titica de galinha, com todo respeito às galinhas.
Na manhã desta sexta-feira, dia 20 de fevereiro, foi outro inferno. Uma chuva forte, consistente, mas uma chuva comum. Sem vento ou raios. Parte do Lago Norte ficou cerca de 1 hora sem energia elétrica.
O Brasil inteiro tá de olho na Enel em São Paulo, o que é mais ou menos natural, pois é a maior distribuidora do País, com aproximadamente 25 milhões de pessoas que dependem da energia elétrica. O caos é total, como este site não se cansa de mencionar.
No DF, a concessão é bem menor. Mas é preciso que as autoridades do setor elétrico também olhem para o DF. O serviço da Neoenergia é bem chinfrim. Apesar da pompa colonizadora dos seus controladores, a concessionária não oferece a menor confiança. Quando se precisa dela e choveu, pode contar que faltará energia elétrica.
E estamos falando da Capital do Brasil, de uma região nobre da cidade, habitada por diplomatas nacionais e estrangeiros, generais, almirantes, brigadeiros, professores, funcionários graduados do Estado e também por uns jornalistas, como o idoso editor deste site. Todo mundo sofre igual a ineficiência da Neoenergia.
Até quando, Aneel? Aliás, o Lago Norte também é habitado por funcionários de alto coturno da Aneel. Pelo menos nisso os apagões da Neoenergia são democráticos. Pegam todos, sem distinção, até mesmo aqueles que por obrigação profissional deveriam entrar rachando em cima dessa empresa de apenas meia estrela no ranking das distribuidoras brasileiras.