Política Energética, Regulação, Setor Elétrico, Gás Natural, Energias Alternativas, Empresas e Negócios

Preço da energia pode ser manipulado em plena eleição. Olho nos políticos

Este editor pode até queimar a língua, mas não acredita que possa se repetir no Brasil um fenômeno como o ocorrido em 2001/2002, de apagão generalizado, que travou o País.

Por uma questão muito simples: hoje, o País dispõe de usinas térmicas em grande quantidade, que serão acionadas para eventualmente compensar a falta de água nos reservatórios das hidrelétricas.

Além disso, nos últimos anos o Brasil montou um extraordinário parque gerador eólico e solar, cujas usinas não existiam em 2001. Então, as chances de aquela lambança se repetir são praticamente nulas.

Em 2001, as autoridades do setor elétrico cometeram erros primários de gestão. Talvez movidas pela arrogância — tem muita gente arrogante no setor elétrico — essas autoridades não conseguiram perceber com antecedência o tornado que estava sendo formado. Deu no que deu. Por causa disso, o governo que estava no Poder perdeu uma eleição.

A manchete deste site no dia de hoje, 15 de janeiro, mostra que o CMSE teve uma longa reunião em Brasília e, durante boa parte do encontro se discutiu a falta de chuvas no Sudeste, numa época em que normalmente São Pedro está mandando água com vontade. Dar ênfase neste assunto no CMSE mostra que é um tema relevante, mas não significa que vá faltar energia elétrica como em 2001.

O que poderá acontecer é algo que não é bom para o governo: subir o preço da energia elétrica. Se for necessário utilizar energia termelétrica, ela é mais cara, o que significa conta de luz mais salgada para os consumidores. E acontecer isto em plena campanha eleitoral será um deus nos acuda para os governantes atuais, que só pensam na eleição deste ano. O impacto é direto.

As contas públicas já estão uma belezinha, mas, nesse contexto, certamente não faltará algum ilusionista no alto comando do governo que sugira mutretar o preço da energia, botando um subsidiozinho na jogada e transferindo a despesa para o Tesouro Nacional. Ou seja, o que seria responsabilidade do consumidor de energia elétrica passa a ser responsabilidade dos contribuintes.

Enfim, em eleição acontece de tudo. E uns presentinhos desse tipo para os consumidores já estão acontecendo, em nome do voto. Uma coisa que os políticos brasileiros já aprenderam há muito tempo é que com a energia elétrica se ganha e se perde eleições.

Afinal, consumidor de energia elétrica também atende pelo nome de eleitor. E num País onde se engana o eleitor de tudo quanto é jeito, para se ganhar uma eleição, vale a pena ficar de olho no que vai acontecer no SEB até as eleições.

A nossa querida Dona Dilma, no seu exílio dourado na China, sabe muito bem que pode-se ganhar eleição fazendo uma mutreta na energia elétrica. Ela quase quebrou o SEB, mas foi reeleita.

Esses políticos são capazes de tudo. Vamos ficar de olho neles?

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