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MME Tour em ação. País rico é outro departamento

Maurício Corrêa, de Brasília —

Realmente, fim de Governo é um fim de festa mesmo e a turma que gosta de viajar aproveita o vácuo político. É uma gestão que pode continuar, mas também não pode. Então, tome viagem. É uma pena que isso tenha que sair no DOU e que existam jornalistas bisbilhoteiros e fofoqueiros vendo as entrelinhas do DOU.

O “DOU” publicou uma portaria assinada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que autoriza o afastamento do País da servidora Laís Forti Thomaz. No período de 03 a 15 de setembro, ela vai à Austrália, com as despesas pagas pelo MME, participar de uma missão do MME/ANP sobre gás natural e combustível sustentável de aviação no âmbito da cooperação bilateral entre o Brasil e a Austrália.

Essa é uma viagem oficial muito interessante, pois a Sra. Laís Forti Thomaz é chefe de Gabinete da Secretaria Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME. Todo mundo que conhece os trabalhos na Esplanada dos Ministérios sabe que um/a chefe de Gabinete de qualquer coisa faz um trabalho voltado para dentro da instituição a que serve.

É uma função mais burocrática, sem relações com funções executivas ou gerenciais diretas. Tampouco com questões vinculadas à área internacional. Talvez o dia a dia da Sra. Laís como chefe de Gabinete seja diferente e a presença dela na Austrália seja indispensável.

Mas, como é um fim de gestão, vale tudo. Lá vai a Sra. Laís, que é uma chefe de Gabinete, passear na Austrália, no outro lado do Planeta, com os custos (caros) da viagem cobertos pelo Ministério deMinas e Energia.

País rico é outro departamento.

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