Maurício Corrêa, de Brasília —
O chamado “Prêmio Abradee” não pode ser levado muito a sério. A Abradee divulgou os nomes das concessionárias de distribuição de energia elétrica finalistas da premiação que será divulgada no próximo dia 19, em Brasília. Entra ano, sai ano, a Abradee continua premiando distribuidoras que não merecem ser premiadas. Talvez seria mais conveniente a associação cancelar esse prêmio, pois ele não é representativo de nada.
Entre as empresas finalistas, que poderão ser premiadas em 2026, encontra-se a Neoenergia Brasília, que sabidamente não é uma concessionária que ofereça um serviço de qualidade para os seus consumidores. Ao contrário, o serviço é terrível. Tanto que a empresa acaba de anunciar um pacote de R$ 3,1 bilhões de investimentos na área de concessão, para ver se melhora um pouco a visão que o público consumidor tem da empresa. Há poucos dias, a concessionária trocou o seu presidente, pois a empresa se perdeu numa confusão sem fim nas relações com seus consumidores, etapa que está tentando superar.
Mesmo assim, a Neoenergia Brasília foi escolhida pela Abradee como finalista na categoria regional, como representante do Norte/Centro-Oeste. Se a Neoenergia Brasília vencer esse prêmio, o pessoal da Abradee que desculpe, mas é a desmoralização absoluta do prêmio. Por coerência, seria mais justo incluir também a Enel São Paulo e a Amazonas Energia, outras duas distribuidoras que sabidamente têm muitos problemas junto aos seus consumidores.
Em tempo: este editor considera o Prêmio Abradee um belo exemplo de puxa-saquismo. Afinal, os donos da Abradeee são as distribuidoras de energia elétrica. Ou seja, na prática a associação está premiando os seus próprios proprietários. Desculpe, Abradee, mas conte outra. Essa piada é velha.