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A Aneel e seus caprichos

Maurício Corrêa, de Brasília —

O diretor Gentil Nogueira de Sá Júnior, da Aneel, foi autorizado a viajar a Cuba, no período de 04 a 08 de dezembro. Já deve estar lá. O ato assinado pela diretora-geral substituta, Agnes Aragão da Costa, foi publicado no “Diário Oficial”, mas é meio enigmático. Simplesmente, não diz qual é o objetivo específico da viagem do diretor Gentil a Havana. Apenas menciona “representação institucional em missão a Cuba”, o que pode ter múltiplos significados.

Se o diretor viaja de forma meio reservada, para tratar de uma eventual ajuda do Brasil à difícil situação energética de Cuba, trata-se de uma viagem positiva. O editor dá total apoio a essa eventual ajuda, pois Cuba está sofrendo com gigantescos apagões, por conta de um sistema elétrico totalmente sucateado há anos. Como há o criminoso embargo montado há mais de 50 anos, pelo governo americano, empresas do mundo inteiro temem retaliações se vender seus produtos ao governo de Havana. Não há sistema elétrico que resista à falta de peças e manutenção adequada.

O Brasil poderia dar uma ajuda substancial a Cuba para o País sair dessa indigência elétrica, mas há uma bola dividida no governo. Alguns gostariam de ajudar, pois entendem que é uma questão de solidariedade que se aplica. Mas outros se borram de medo do embargo americano. Se a viagem do diretor Gentil é uma tentativa de romper esse embargo, o site aplaude.

Mas se não é nada disso e todo este raciocínio não passa de uma fantasia ideológica do editor do site “Paranoá Energia”, o diretor Gentil apenas está fazendo uso dos caprichos da Aneel Tour para descansar algumas horas nas areias brancas de Varadero ou então saborear um sorvete tropical na Coppelia. Gentil passará pouco tempo tempo em Havana, mas se organizar os momentos livres poderá conhecer também La Habana Vieja (sem deixar de dar uma passadinha pela Bodeguita del Medio), o Bairro Vedado e o Museo de La Revolución. Se for esta segunda opção, o diretor Gentil que chegou à Aneel achando essas viagens da Aneel Tour um certo exagero, bem então ele já estaria devidamente enquadrado pelo sistema. Seria uma lástima se esta segunda alternativa for a verdadeira.

O “Diário Oficial” mostra também que a Aneel está se sofisticando em relação às viagens dos seus servidores e diretores ao exterior, um saco sem fundo que parece não ter fim.

Também foi publicado um ato assinado pela pela mesma diretora-geral substituta dando conta que o especialista em Regulação Luciano Augusto Duarte Cheberle está autorizado a ficar um ano na Itália (de janeiro de 2026 a janeiro de 2027), na modalidade do teletrabalho, participando de um também enigmático Programa de Gestão de Desempenho.

Isto é muito curioso, pois, enquanto alguns órgãos públicos estão acabando com a modalidade de teletrabalho, a Aneel está não só permitindo que aconteça, como também que o servidor fique trabalhando durante um ano no exterior. Esse tal Programa de Gestão de Desempenho deve ser um espetáculo mesmo para justificar a decisão da diretoria.

Trabalhar na Aneel é uma maravilha. Este editor, que está sempre de péssimo humor, acredita em gênero, número e grau que trabalhar na Aneel é uma dádiva divina. Ninguém pode reclamar. Quando crescer, o editor quer trabalhar na Aneel.

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