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Governo Lula vem aí. E o “fracking” também?

Maurício Corrêa, de Brasília —

Este site tem muita curiosidade em saber como está indo o projeto da Eneva denominado “Casa da Energia”. Em outubro passado, o “Paranoá Energia” noticiou um projeto intenso de lobby trabalhado pela Eneva, um dos maiores que Brasília já conheceu na área de infra-estrutura.

Estranhamente, a empresa — que estava tão animada com o projeto — não falou mais no assunto.

É curioso porque o novo Governo e o novo Congresso começarão a funcionar nas próximas semanas e, no âmbito do Ministério de Minas e Energia, há temas que são do forte interesse da empresa.

Um deles é o chamado “fracking”, um processo que retira gás natural do subsolo injetando água sob fortíssima pressão misturada com produtos químicos diversos, o que, na visão de ambientalistas, é excelente para emporcalhar o lençol freático e simplesmente destruir o meio ambiente.

Também é interessante acompanhar essa questão do “fracking” sob o ângulo político. O Banco BTG Pactual é o maior acionista da gigante Eneva, com 24,15% do negócio. Outro acionista de primeira linha é a Família Moreira Salles (leia-se Banco Itaú), através da Cambuhy Investimentos, que possui 19,73% do negócio.

Sem dúvida, o “fracking” será um primeiro teste para a atuação do Governo Lula na área de meio ambiente, pois os controladores de ambos os bancos estão afinadíssimos com o próximo presidente da República e apoiaram a sua eleição.

Tem muita gente curiosa para saber se a defesa do meio ambiente no futuro Governo será mesmo uma briga para valer ou se haverá uma distinção entre o cacete que deve vir por aí em madeireiros e garimpeiros e uma espécie de acomodação para preservar os interesses de amigos especiais que são investidores em gás natural.

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