A Âmbar Energia, braço de negócios de geração de energia do grupo J&F, anunciou investimento de R$ 59 milhões para adicionar geração solar à usina termelétrica (UTE) Codajás, no Amazonas, um processo conhecido no setor elétrico como “hibridização”. A intenção da companhia com a iniciativa é ampliar a segurança do atendimento e reduzir o volume de emissões.
Em nota, a empresa destacou que, com as duas fontes de energia operando juntas, a usina ganhará uma camada extra de segurança, um fator que considera decisivo tendo em vista se tratar de um sistema isolado, isto é, que não está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN), e com logística dependente de transporte fluvial. Codajás fica a cerca de 10 horas de barco de Manaus. O acesso à cidade costuma ser afetado pela redução do nível do rio em período de estiagem.
A unidade, atualmente com 5,4 megawatts (MW) de capacidade térmica a gás, passará a operar integrada a uma usina fotovoltaica de 9,7 megawatt-pico (Mwp). As obras estão previstas para serem concluídas em dezembro deste ano. Segundo a companhia, este é o primeiro projeto do Amazonas a combinar geração a gás natural e solar em uma mesma operação no sistema isolado.
Com a iniciativa, o município de 24 mil habitantes poderá ser abastecido pelo menos parcialmente com energia solar durante o dia e eletricidade proveniente da queima de gás natural à noite. Segundo a empresa, a geração solar poderá evitar a emissão de cerca de 10 mil toneladas de CO2 por ano, o que equivale à absorção de carbono estimada em cerca de 590 hectares de áreas de restauração florestal.
A Âmbar afirmou também que pretende utilizar a usina como laboratório para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D). A empresa quer estudar o uso de inteligência artificial para automatizar o equilíbrio entre gás e solar ao longo do dia, de forma a reduzir os custos de operação e de manutenção corretiva e tornar o despacho da usina mais eficiente.
Além de Codejás, a Âmbar possui em seu portfólio outras usinas termelétricas, a gás natural e a óleo combustível que atendem sistemas isolados no Amazonas e no Acre.
