Da Redação, de Brasília (com apoio da Taesa) —
A transmissora Taesa anunciou a energização dos projetos Ananaí e Tangará, que representam um passo decisivo na estratégia da companhia de ampliar sua presença e capilaridade nas regiões Sul-Sudeste e Norte-Nordeste, garantindo energia confiável para o desenvolvimento industrial e o crescimento sustentável dessas localidades.
O projeto Ananaí, localizado no Paraná, é um dos maiores investimentos da Taesa em projetos de implantação e destaca-se pela sua conectividade estratégica, propiciando o intercâmbio de energia entre as regiões Sul e Sudeste e Centro-Oeste. Com a entrega antecipada em 10 meses em relação ao prazo regulatório, o empreendimento impacta diretamente a resiliência energética e o suporte ao setor industrial da Região Metropolitana de Curitiba.
O projeto é constituído de 353 km de linhas de transmissão de 525 kV em circuito duplo e de suas subestações associadas, onde foram montadas 22.600 toneladas de estruturas, cujo traçado apresentou mais de 79 travessias, sendo 38 delas sobre e sob linhas de transmissão.
Além do ganho técnico, o projeto reafirma o compromisso da Taesa com a preservação histórica e científica através do Programa de Salvamento de Fósseis, que resgatou mais de 2,6 mil amostras de fósseis marinhos, hoje sob a guarda da Universidade Estadual de Ponta Grossa. O programa constitui medida vinculada ao licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama.
Já o projeto Tangará, estrategicamente posicionado entre os estados do Maranhão e Pará, reforça a malha de transmissão nas regiões Norte e Nordeste. Com uma extensão superior a 265 km de linhas de transmissão e a implantação simultânea de múltiplas subestações em diferentes níveis de tensão, o projeto teve ainda como desafios a superação de severas limitações logísticas e interferências climáticas.
Com a energização final de Ananaí, entrando em operação a Linha de Transmissão SE Ponta Grossa – SE Assis, a TAESA passa a adicionar à sua Receita Anual Permitida (RAP), referente a este último ativo, o montante aproximado de R$ 123,6 milhões (referente ao ciclo 2026-2027), já acrescida de PIS/COFINS, equivalente a 71,3% da RAP total da concessão de Ananaí, com efeitos retroativos a partir de 27 de julho de 2026. A entrada em operação de todo empreendimento, que inclui também a Linha de Transmissão SE Bateias – SE Curitiba Leste, ocorreu aproximadamente entre 8 e 10 meses antes do prazo regulatório estabelecido pela ANEEL, em março de 2027.
Com a entrada em operação do último trecho de Linha de Transmissão de Tangará entre SE Encruzo Novo e SE Santa Luzia, a empresa passa a adicionar à sua RAP o montante aproximado de R$ 18,3 milhões (referente ao ciclo 2026-2027), já acrescida de PIS/COFINS, equivalente a 16,2% da RAP total do projeto, com efeitos retroativos a 27 de julho de 2026. O empreendimento foi entregue entre 25 e 20 meses de antecipação em relação ao prazo regulatório estabelecido pela ANEEL, em março de 2028.