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Focus: mediana do IPCA 2026 passa de 5,12% para 5,03%, mas continua acima do teto da meta de inflação

A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 caiu pela quinta semana seguida, desta vez de 5,12% para 5,03% – 0,53 ponto porcentual acima da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%. Considerando apenas as 109 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana diminuiu de 5,10% para 5,03%.

A estimativa intermediária do mercado para o IPCA de 2027 seguiu em 4,22%. Um mês antes, era de 4,18%. Considerando apenas as 108 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, porém, subiu de 4,24% para 4,27%.

A mediana do Focus para a inflação de 2028 permaneceu em 3,80%. Um mês antes, era de 3,70%. Para 2029, seguiu em 3,50%, pela 48ª semana consecutiva.

O Banco Central prevê alta de 5,2% do IPCA em 2026, 3,7% em 2027 e 3,1% em 2028, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre.

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

Projeção da Selic

Às vésperas da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião de agosto, a mediana do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2026 caiu de 14% para 13,75%, depois de cinco semanas de estabilidade.

Considerando só as 100 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também diminuiu de 14,00% para 13,75%

A estimativa intermediária para a taxa no fim de 2027, por outro lado, seguiu em 12% pela sétima semana seguida. Levando em conta apenas as 97 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana aumentou de 12% para 12,25%.

O Copom promoveu, por enquanto, três cortes de 0,25 ponto porcentual dos juros em 2026, que levaram a Selic a 14,25% ao ano. No comunicado da última reunião, realizada em junho, voltou a enfatizar a incerteza do cenário e disse que, em decorrência da dinâmica dos riscos associados à evolução dos preços, a magnitude total do atual ciclo de calibração da Selic seria estabelecida “à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”.

No último dia 24, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que o Copom trabalha com diferentes “planos de voo” para a condução da política monetária e avalia qual deles tem a maior capacidade de levar a inflação para mais perto da meta de 3%, com o menor custo em termos de volatilidade. “Trabalhamos com trajetórias que contemplam cenários com combinações de diferentes momentos de pausa e de retomada no ciclo”, disse, durante participação no evento Expert XP, em São Paulo.

A mediana do mercado para a Selic no fim de 2028 seguiu em 10,50% pela quinta semana seguida. A estimativa para 2029 continuou em 10% pela 13ª semana consecutiva.

Projeção do câmbio e PIB

A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 seguiu em R$ 5,20 pela sétima semana seguida. Considerando apenas as 77 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa também permaneceu em R$ 5,20.

Já a mediana para a cotação da moeda americana no fim de 2027 oscilou de R$ 5,29 para R$ 5,28. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,28.

A projeção para o fim de 2028 permaneceu em R$ 5,30. Há um mês, era R$ 5,35. Para 2029, a estimativa aumentou de R$ 5,37 para R$ 5,39. Há um mês, era de R$ 5,40.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 seguiu em 1,99% pela quinta semana consecutiva. Considerando apenas as 62 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa permaneceu em 2,00%.

O crescimento esperado pelo mercado está em linha ao previsto pelo Banco Central, de 2,0%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) do segundo trimestre.

A mediana do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 caiu de 1,60% para 1,57%. Levando em conta apenas as 61 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária seguiu em 1,50%.

As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 125ª e 72ª semana seguida, respectivamente.

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