Da Redação, de Brasília (com apoio da Neoenergia DF) —
A Neoenergia Brasília e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticularam, na manhã desta terça-feira (14), mais uma estrutura clandestina de mineração de criptomoedas abastecida por furto de energia elétrica. A ação faz parte da sétima fase da Operação CriptoGato e ocorreu em uma residência no Morro da Cruz, localizada em São Sebastião.
A operação confirma uma mudança no perfil de atuação dos criminosos. Antes concentradas em áreas rurais mais isoladas de São Sebastião, as mineradoras ilegais passarama ser instaladas em regiões urbanas do Distrito Federal. Este é o terceiro flagrante em área densamente povoada, após ações realizadas em Arniqueiras, em maio, e no Jardim Botânico, no mês passado.
Durante a fiscalização, técnicos da Neoenergia Brasília e policiais da 30ª Delegacia de Polícia encontraram 13 equipamentos de alto desempenho destinados à mineração de criptomoedas, todos em pleno funcionamento e alimentados por uma ligação clandestina diretamente na rede elétrica. Também foram apreendidos um computador utilizado para controlar a operação, um roteador industrial para corte de madeira e um equipamento em fase de desenvolvimento que chamou a atenção das equipes.
O dispositivo, projetado pelos próprios criminosos, funcionava como um compartimento móvel para acomodar os equipamentos de mineração. A estrutura permitiria montar, desmontar e transportar toda a operação com rapidez, facilitando a mudança do esquema para outros locais e dificultando a atuação dos órgãos de fiscalização.
A estimativa é que a energia desviada no imóvel fosse suficiente para abastecer mais de mil residências durante um mês. Além dos prejuízos financeiros, esse tipo de fraude coloca em risco a população ao provocar sobrecarga na rede elétrica, oscilações de tensão, interrupções no fornecimento e até incêndios.
“As organizações criminosas estão sofisticando cada vez mais esse tipo de fraude. Nesta operação, encontramos até um equipamento desenvolvido para tornar a estrutura de mineração móvel, permitindo que ela seja desmontada e reinstalada rapidamente em outro endereço. Isso demonstra o nível de planejamento desses grupos e reforça a importância do trabalho integrado entre a Neoenergia Brasília e a Polícia Civil”, afirma Arthur Franklim, gerente de Gestão da Receita da Neoenergia Brasília.
“Não estamos combatendo apenas o furto de energia, mas uma prática criminosa que compromete a segurança da população e prejudica todos os consumidores que pagam suas contas em dia”, finalizou oexecutivo.
Balanço da operação
Desde o início da Operação CriptoGato, em janeiro deste ano, já foram desarticuladas 12 mineradoras clandestinas, com a apreensão de 774 equipamentos e a recuperação de mais de R$ 8 milhões em prejuízos provocados pelas fraudes. O volume de energia recuperado nas fases anteriores seria suficiente para abastecer toda a região administrativa do Recanto das Emas (uma área na periferia de Brasília, localizada na rodovia para Goiânia) durante um mês.
O responsável pelo imóvel não foi localizado durante a ação. Todos os equipamentos foram apreendidos e a Polícia Civil dará continuidade às investigações para identificar os responsáveis, financiadores e demais envolvidos no esquema criminoso.