Da Redação, de Brasília (com apoio da SPIC Brasil) —
As obras de modernização da Usina Hidrelétrica (UHE) São Simão, operada pela SPIC Brasil na divisa dos estados de Goiás e Minas Gerais, envolvem uma forte operação de reciclagem e destinação correta de resíduos e equipamentos que serão descontinuados. Iniciada em 2019, a modernização inclui a retirada de componentes antigos da usina – inaugurada em 1978 – que estão sendo substituídos por novos equipamentos. A modernização gerou desde seu início até 2025 aproximadamente 3 mil toneladas de resíduos, sendo 97% destinados para os 3 R’s (Reciclar, Reutilizar e Rerrefinar).
A destinação dos resíduos conta como apoio de empresas locais especializadas em transporte, tratamento e destinação final, incluindo uma cooperativa de reciclagem, valorizando a sustentabilidade e a economia circular do projeto.
Os itens descartados compreendem painéis de comando elétrico e hidráulico, peças metálicas não reparáveis, cabos elétricos, transformadores auxiliares e equipamentos defasados, considerados como sucatas (aço, ferro, cobre e silício), até resíduos de plástico e papel. Todos esses resíduos saem da UHE São Simão com tratamento adequado para reciclagem e são monitorados por meio dos Manifestos de Transporte de Resíduos (MTR’s), o que concede à destinadora o Certificado de Destinação Final (CDF).
Esse procedimento assegura a rastreabilidade dos resíduos, que são declarados trimestralmente via sistema online dos órgãos públicos dos estados de GO e MG, além de estar em linha com as práticas Ambientais, Sociais e de Governança (ESG, na sigla em inglês) da companhia.
Meta de 2025 para gestão de resíduos superada
Em 2025, a UHE São Simão superou sua meta de sustentabilidade para gestão de resíduos. O objetivo era dar um destino sustentável, ou seja, reciclar, reutilizar ou refinar no mínimo 85% de seus resíduos, e a empresa alcançou a marca de 98,82%. A reciclagem foi a principal responsável por esse sucesso, correspondendo a 97,57% do total com 0,31% de rerrefino e 0,94% de reutilização. Grande parte desse volume veio da sucata metálica, que sozinha somou mais de 741,45 toneladas (somente no ano de 2025) de material destinado à reciclagem.
Com o objetivo de implementar uma operação segura e correta, a empresa adota procedimentos internos para Gestão de Resíduos (CORP 019) e o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) da UHE. Nele, são definidos os protocolos para classificação, segregação, acondicionamento e transporte interno dos resíduos considerados perigosos, desde a área de geração, passando pelo armazenamento temporário no galpão de rejeitos até a realização da coleta e a destinação final.
“A operação de reciclagem realizada pela SPIC Brasil é feita com engajamento entre as áreas, muito zelo e observância da legislação ambiental vigente. Toda a gestão é feita com o uso da plataforma Sistema de Gestão de Resíduos. Isso assegura que todo o procedimento seja legal e em linha com as melhores práticas de sustentabilidade”, afirma Jainara Carvallho, Gerente de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade (HSEQ) da SPIC Brasil.
Descarte e atuação conjunta com cooperativa
O transporte e destinação dos resíduos envolve empresas mineiras e goianas licenciadas contratadas pela SPIC Brasil para realizar os trabalhos de forma criteriosa. Os resíduos são destinados corretamente para os aterros sanitários da Pró-Ambiental e do município de Santa Vitória (MG), próximo à usina.
Já os resíduos classificados como recicláveis da classe 2 (plásticos, papel e papelão, vidro, metais como alumínio) são segregados e destinados para a Cooperativa de Reciclagem do Município de Santa Vitória (COOPRESV), em MG. A unidade de reciclagem de Santa Vitória foi inaugurada em 2023 com o objetivo de organizar e fortalecer o trabalho dos coletores de materiais recicláveis e conta com nove cooperados desenvolvendo ações socioambientais com 22 famílias.
De acordo com dados divulgados em 2025 pelo Atlas Brasileiro da Reciclagem e do Sistema Nacional de Informações do Saneamento Básico (SINISA), o Brasil conta com 2.092 cooperativas e associações de catadores, que atuam em 1.630 municípios, totalizando 37.786 catadores associados e 22.428 trabalhadores informais.
“O conceito de reutilização e reciclagem aplicado na modernização da UHE São Simão representa um grande marco para a SPIC Brasil, pois transforma materiais que antes seriam descartados em oportunidade de geração de renda e redução de impactos ambientais. Nossa cultura ESG também tem foco no desenvolvimento sustentável e isso nos conduz a dar apoio às comunidades nas regiões onde atuamos. Contar com a parceria da COOPRESV reflete nossa missão, visão e valores, além de colaborar para a economia circular com ações sustentáveis”, conclui Carvalho.
Modernização será concluída em 2029
Localizada na divisa dos estados de Goiás e Minas Gerais, a UHE São Simão possui 1.710 MW de potência instalada e é considerada uma das hidrelétricas mais seguras do país, com capacidade para abastecer 6 milhões de residências por ano.
Com investimento superior a R$ 1,2 bilhão aplicado ao longo de dez anos, o projeto de modernização em curso tem como objetivo assegurar a operação da hidrelétrica por pelo menos mais 30 anos. Até 2029, todas as seis unidades geradoras da usina terão passado pelo processo de atualização, ampliando a confiabilidade e a segurança do ativo.