Política Energética, Regulação, Setor Elétrico, Gás Natural, Energias Alternativas, Empresas e Negócios

Isa consegue LI para projeto Serra Dourada na Bahia

A Isa Energia Brasil obteve a Licença de Instalação (LI) para o bloco remanescente do projeto Serra Dourada, liberando o início das obras do trecho de 500 mil volts (kV) da linha de transmissão Juazeiro III-Campo Formoso II-Barra II, na Bahia.

Segundo a companhia, os blocos 1 e 3 do empreendimento já estavam em obras desde agosto de 2025 e janeiro de 2026, respectivamente. O projeto Serra Dourada faz parte do lote 1 do leilão de transmissão da Aneel de 2023 e prevê a implantação de 1.093 quilômetros de linhas de transmissão, além da construção de três novas subestações e ampliação de outras três já existentes.

A empresa destacou que o empreendimento deve ampliar a capacidade de escoamento de energia renovável produzida no oeste baiano, viabilizando a conexão de novos projetos de geração e transmissão no País.

Com a entrada em operação prevista até março de 2029, o projeto possui investimento estimado pela Aneel em R$ 3,157 bilhões, considerando valores da época do leilão, e Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 322 milhões no ciclo 2025/2026.

TCU aprova solução consensual para Grupo Mez

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira, 27, a solução consensual de controvérsias contratuais envolvendo o Grupo MEZ Energia em contratos de transmissão. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), até então, aguardava a deliberação na Corte de Contas para destravar a segunda etapa do leilão de transmissão de energia.

A proposta de solução consensual a respeito de cinco contratos de concessão do grupo MEZ estipulou a manutenção pela empresa de uma das concessões e o encerramento das demais quatro. Haverá repactuação para a “MEZ 6”, com prazo de entrega encurtado para 24 meses. A Receita Anual Permitida (RAP) foi ajustada para R$ 65,5 milhões.

Como medida de salvaguarda, foi exigida a transferência do controle acionário da MEZ 6 em até 180 dias após o início da operação comercial. Além disso, o acordo previu a aplicação de multas imediatas que somam aproximadamente R$ 38,5 milhões. Em complemento, foi instituída uma eventual multa de R$ 54,7 milhões, que recairá sobre a empresa em caso de novo inadimplemento.

No meio do ano passado, a Aneel recomendou a caducidade desses contratos de concessão de transmissão de energia elétrica. A agência apontou para o descumprimento de cláusulas contratuais, entre elas a paralisação dos serviços necessários à implantação dos empreendimentos. Também foi registrado que as falhas identificadas não foram sanadas.

O Grupo MEZ Energia alegou excludentes de responsabilidade e afirmou que a não conclusão das obras decorreu de fatores fora de seu controle. Todos os empreendimentos têm datas de entrada em operação vencidas. Ou seja, em tese, já deveriam estar atendendo às demandas do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Diante da controvérsia, o Ministério de Minas e Energia (MME) pediu a solução consensual. Em despachos enviados ao TCU em 2025, a Pasta defendeu celeridade porque parte das obras estavam incluídas no cronograma do leilão de transmissão.

Foi exatamente o que ocorreu: quatro lotes envolvidos na solução consensual entraram no primeiro leilão de transmissão deste ano. Porém, a Aneel entendeu que os termos dependem do aval do plenário do TCU. A agência decidiu, nesse caso, que a segunda sessão do leilão ocorrerá ao menos 30 dias após a homologação da Corte de Contas. A decisão desta quarta será homologada na sequência.

Posts Relacionados