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Empresa de transporte ferroviário e logística entra no ML e se entusiasma com ganhos na energia

Da Redação, de Brasília (com apoio da Brado Logística) —

A ferrovia é considerada um dos meios de transporte de cargas mais sustentáveis devido à sua baixa emissão de CO2. Mas, além da operação em si, empresas do setor têm tomado medidas para contribuir ainda mais para a conservação do meio ambiente, com ações voltadas à descarbonização, eficiência energética e gestão de resíduos. Esse é o caso da Brado Logística, que encerrou 2025 com 100% do consumo de energia elétrica proveniente de fontes renováveis e registrou avanços em diferentes indicadores ambientais.

Uma das ações voltadas à sustentabilidade realizadas no último ano foi a negociação no Mercado Livre de Energia, onde a empresa contratou fornecedores com certificação I-REC (International Renewable Energy Certificate), selo que garante a origem renovável da eletricidade consumida nas operações. Como resultado, além da migração para fontes limpas, a companhia registrou redução de 16% no consumo total de energia em comparação ao ano anterior.

Segundo a companhia, o resultado está ligado à adoção de diversas práticas, uma delas é a implementação de novos servidores de TI, que são mais eficientes e possuem capacidade de consumir cerca de 97% menos energia do que modelos anteriores. Os equipamentos também praticamente não emitem calor, reduzindo a necessidade de climatização em ambientes.

“Buscamos incorporar a sustentabilidade em diferentes áreas da companhia, incluindo setores que nem sempre são associados a essa agenda. Mais do que uma diretriz ambiental, nosso compromisso é aliar práticas sustentáveis à eficiência operacional, avaliando continuamente onde podemos aprimorar processos e ampliar nossa contribuição para o meio ambiente”, destaca Camila Matte, executiva de ESG da Brado Logística.

Na gestão de resíduos, a companhia também avançou na meta de reduzir o envio de materiais para aterros sanitários. Em comparação com 2024, houve redução de 19% no volume, enquanto 5,8 mil toneladas de resíduos foram encaminhadas para reciclagem ou reaproveitamento.

“Esse resultado demonstra a evolução da nossa gestão de resíduos e o fortalecimento de uma operação mais circular e eficiente no uso de recursos. A redução do envio de materiais para aterros é um avanço importante na jornada para alcançarmos a meta de ‘aterro zero’ nos próximos anos”, comenta.

Com foco na operação com clientes, o próprio modelo multimodal da empresa traz benefícios ambientais. Segundo a Brado, a operação permitiu evitar aproximadamente 306,5 mil toneladas de emissões de gases poluentes de clientes ao longo de 2025. Esse volume equivale às emissões anuais de cerca de 66 mil automóveis e, para compensar a mesma quantidade de CO2 por meio de reflorestamento, seria necessário o plantio de mais de 2 milhões de árvores.

Outro indicador acompanhado pela empresa é o Índice de Desempenho Ambiental (IDA), metodologia própria que avalia o desempenho socioambiental de terminais e áreas sob responsabilidade operacional. Em 2025, a Brado superou a meta prevista de 88,42% e atingiu 92,15%. Esse indicador é baseado em auditorias ambientais realizadas em todos os terminais próprios e áreas sob responsabilidade operacional.

Embora não seja um nome muito conhecido na área de energia, por atuar na área ferroviária e de logística, a Brado é uma empresa muito conhecida no agronegócio e em transportes em geral. Controlada por uma gigante do setor, a Rumo (Grupo Cosan), a Brado possui sede corporativa em Curitiba (PR), mas conta com terminais multimodais próprios em Sumaré (SP), Rondonópolis (MT), Davinópolis (MA) e Cambé (PR), além de um porto seco em Bauru (SP). Também conta com terminais parceiros em Paranaguá, Cascavel e Ortigueira (PR) e Santos (SP).

Entre os principais produtos que a Brado transporta estão proteína animal, papel e celulose, pluma de algodão, milho e defensivos agrícolas. A sua controladora Rumo é a maior operadora ferroviária do Brasil. Juntas, elas combinam a malha de ferrovias da Rumo com a expertise da Brado no transporte de contêineres.

Os principais corredores ferroviários utilizados pela Brado se encontram no interior do Paraná, na direção para Paranaguá (principal foco de exportação), entre Sumaré e Rondonópolis (operação de exportação, importação e mercado interno) e entre Sumaré e Davinópolis (operação de exportação, importação e mercado interno).

Segundo explica a empresa, as pontas rodoviárias atendem a todas as cinco regiões do país, de acordo com a necessidade de cada cliente, funcionando da seguinte forma: a parte mais longa do trajeto é feita por ferrovia e o contêiner é alocado em caminhões para levar os produtos até o município do cliente. Por exemplo: a ferrovia vai até o MA, mas se o cliente estiver no Piauí, a Brado se responsabiliza por levar a carga do MA para o PI por caminhões.

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