Da Redação, de Brasília (com apoio da Energisa) —
O Grupo Energisa iniciou oficialmente as operações da maior usina de biometano de Santa Catarina. Com investimentos de R$ 110 milhões, a planta representa um marco na transição energética e na economia circular no estado, ao transformar resíduos agroindustriais em energia renovável carbono zero e insumos agrícolas.
Primeira usina a ser autorizada pela ANP para produção de biometano no estado, em fevereiro deste ano, a usina recebeu, no dia 31 de março, a autorização para comercialização do produto.“O início da operação da usina de Campos Novos representa um marco na estratégia do Grupo Energisa de se consolidar como um hub de soluções energéticas, ampliando sua atuação para além da energia elétrica, que está na origem do negócio. O avanço no mercado de biometano reforça esse movimento e sinaliza o nosso compromisso com a transição energética segura, por meio de um portfólio cada vez mais sustentável e integrado”, afirma Débora Oliver, diretora-presidente de Negócios de Gás da Energisa.
Construída como uma usina padrão ouro 100% circular, o empreendimento da Energisa foi concebido para garantir o máximo aproveitamento dos resíduos recebidos, por meio de engenharia de gestão sofisticada, reatores de grande porte e gerenciamento altamente automatizado.
A Energisa informou que a unidade incorpora tecnologias de origem italiana e alemã e é autossuficiente em energia elétrica, operando com elevada eficiência e segurança.“Nossa capacidade operacional é expressiva: a planta pode tratar em torno de 300 toneladas de resíduos orgânicos por dia, resultando na produção atual de aproximadamente 28 mil metros cúbicos diários de biometano”, destaca Débora.
O modelo de operação da usina elimina passivos ambientais, viabilizando a expansão da agroindústria e pecuária catarinense, e agrega valor à cadeia produtiva, convertendo resíduos em energia limpa e contribuindo diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
A localização estratégica em Campos Novos potencializa ainda mais o impacto da operação. O município é um dos principais polos agroindustriais de Santa Catarina, com cerca de 90% dos resíduos agroindustriais do estado concentrados em um raio de até 150 quilômetros. Esse cenário assegura escala, eficiência logística e regularidade no fornecimento de matéria-prima, consolidando o estado como uma das regiões mais promissoras do país para o desenvolvimento do biometano e da economia verde.
Nesse contexto, o início das operações da usina reforça o protagonismo do biometano como peça-chave na construção de uma matriz energética mais sustentável. Produzido a partir de resíduos orgânicos, o combustível renovável contribui para a descarbonização de setores intensivos em energia e fortalece a segurança energética nacional.
Ao mesmo tempo, promove benefícios ambientais e socioeconômicos, estimulando a economia regional, reduzindo impactos ambientais e impulsionando um modelo de desenvolvimento alinhado às demandas da transição energética.
“Ao combinar a produção de biometano e biofertilizante em uma mesma planta, o empreendimento consolida um modelo inovador que transforma resíduos em energia limpa e insumos agrícolas, reforçando o papel do biogás como vetor estratégico para asustentabilidade e o desenvolvimento do agronegócio brasileiro”, conclui Luiz Fernando Tomasini, diretor de Negócios de Biogás do Grupo Energisa.
Alinhada ao conceito de indústria circular, a unidade lançou recentemente o E.bio Solum, fertilizante de base orgânica desenvolvido para contribuir com a nutrição equilibrada das lavouras e a regeneração do solo. A solução pode ser utilizada como alternativa ou complemento aos fertilizantes químicos e é obtida a partir do reaproveitamento dos resíduos gerados pela própria operação da usina, reforçando os princípios da economia circular e a redução de impactos ambientais.
Com capacidade de produção de em torno de 40 mil toneladas por ano, o fertilizante biológico amplia a geração de valor da planta ao integrar produção de energia renovável, práticas sustentáveis e ganhos de produtividade para o agronegócio.