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AIE diz que guerra é grande ameaça à economia global

O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, disse nesta segunda-feira (23) que a economia global enfrenta uma “grande, grande ameaça” por causa da guerra no Oriente Médio.

“Nenhum país estará imune aos efeitos desta crise se ela continuar avançando”, disse Birol, no Clube Nacional de Imprensa da Austrália, em Camberra.

Segundo Birol, a crise no Oriente Médio tem um impacto pior do que os dois choques do petróleo dos anos 1970 e a guerra da Ucrânia sobre os mercados de gás.

O chefe da AIE afirmou que 40 instalações de energia em nove países da região estão “severamente ou muito severamente danificadas”.

Birol acrescentou que está em conversas com governos da Europa e da Ásia sobre a possibilidade de liberação de mais petróleo dos estoques estratégicos.

Posicionamento da China

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou nesta segunda-feira, 23, que a situação no Oriente Médio atingiu a segurança energética e comercial global, e pediu que os países envolvidos parem “imediatamente” as operações militares, visando impedir que a turbulência regional cause um impacto maior no crescimento econômico mundial.

Perguntado em coletiva de imprensa se Pequim especificamente pediu ao Irã para garantir a passagem segura de seus navios de petróleo destinados à China, Jian declarou: “estamos em comunicação com as partes relevantes para trabalhar pela desescalada da situação”.

Segundo ele, o conflito no Oriente Médio continua se espalhando e, se a guerra continuar a se expandir e a situação escalar novamente, “toda a região será mergulhada no caos”. O porta-voz frisou que os países não devem continuar uma “guerra que não deveria ter acontecido”.

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