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ES retoma posição como 2º maior produtor de petróleo do Brasil

Da Redação, de Brasília (com apoio da Findes) —

A alta de 24,5% na produção de petróleo do Espírito Santo fez o Estado retomar, após seis anos, a segunda posição no ranking nacional de maiores produtores, atrás apenas do Rio de Janeiro. O avanço em 2025 decorre do crescimento da extração de óleo, que alcançou média de 192,9 mil barris por dia (bbl/d) ao longo do ano, recolocando o Espírito Santo em posição de destaque no cenário energético brasileiro.  

Os dados são do Painel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados no final de janeiro de 2026, compilados pelo Observatório Findes. O retorno à vice-liderança marca uma recuperação relevante para o Estado, que entre 2007 e 2018 ocupou de forma consistente a segunda colocação nacional, sendo ultrapassado por São Paulo no período entre 2019 e 2024.  

“A retomada do segundo lugar consolida a relevância do Espírito Santo no setor de óleo e gás e reforça o peso da atividade petrolífera na economia estadual. Além de ampliar a arrecadação e os investimentos, esse desempenho fortalece a posição estratégica do Espírito Santo no mapa energético brasileiro, em um cenário de crescente competição entre os principais polos produtores do país”, comenta o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona.  

O aumento da extração de petróleo e gás no Estado foi fundamental para que a produção industrial da indústria extrativa (formada por petróleo e gás, e minério) crescesse 18,3% em 2025, de acordo com a PIM-PF do IBGE. “A indústria de petróleo e gás é um segmento muito importante para a indústria capixaba, quando ele tem bons resultados, traz impactos positivos para toda a cadeia de fornecedores que movimenta. São mais de 600 empresas no ES, que juntas empregam ao menos 15 mil profissionais de formalmente”, comenta Baraona. 

Em âmbito nacional, a produção média de petróleo atingiu 3,8 milhões de barris por dia (bbl/d) em 2025, segundo a ANP, o que representa um crescimento de 12,2% em relação a 2024. Já a produção média de gás natural no país foi de 179,0 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), com alta de 16,9% na mesma base de comparação.  

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