O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou nesta quarta-feira, 28, que a demora do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em decidir ou não pela retomada das obras da usina Angra 3, contribuiu para o desperdício de cerca de R$ 2 bilhões nos últimos dois anos. Está ocorrendo, por exemplo, gastos com manutenção da estrutura da obra paralisada e pagamentos de despesas financeiras decorrentes de dívidas contraídas.
O TCU afirmou que essa situação acarreta aumento de custos e elevação da tarifa de energia associada ao empreendimento, além prejuízo ao equilíbrio econômico e financeiro da Eletronuclear, estatal responsável pelo empreendimento. O CNPE, composto por ministro do governo, vem reiteradamente adiando a decisão.
A Corte de Contas também informou ao governo, em processo votado hoje, que eventual publicação de edital de licitação destinada à retomada da construção da usina Angra 3, se mantido o cenário atual, vai configurar irregularidades. Isso porque há insuficiência de previsão orçamentária e de recursos financeiros para o projeto.