A Petrobras decidiu mudar o projeto das duas térmicas que serão instaladas no Complexo de Energias Boaventura, e Itaboraí, o Rio de Janeiro, adaptando as unidades para o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), ainda sem data prevista, informou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
“Tínhamos térmicas originalmente previstas para ser ciclo fechado e pelo leilão previsto para acontecer transformou em ciclo aberto”, disse a executiva referindo-se ao LRCAP.
As térmicas terão capacidade instalada de 400 megawatts cada uma e, ao contrário da expectativa anterior, serão padronizadas para otimizar o processo. Antes, a previsão eram duas térmicas somando 1,8 gigawatts de ciclo fechado.
No ciclo aberto, o fluido é usado uma vez e então liberado para a atmosfera, enquanto no ciclo fechado, o fluido é recirculado, passando por processos de aquecimento e resfriamento para ser reutilizado.
Magda explica investimentos
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ressaltou nesta quinta-feira, 03, que recebeu um pedido há cerca de um ano do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a Petrobras gerasse valor para o povo brasileiro e impulsionasse o Produto Interno Bruto (PIB).
“Acho que sim, que estamos atendendo às expectativas do presidente Lula, as nossas próprias expectativas e da sociedade”, enfatizou Chambriard, durante coletiva para detalhar os investimentos de R$ 26 bilhões na ampliação da produção da Reduc e no Complexo de Energias Boaventura (ex-Comperj).
“O complexo de Energia Boaventura em associação com a Braskem também é uma prova disso de atender as expectativas. Com a Braskem mais efetiva, estamos gerando um ciclo virtuoso na região de Duque de Caxias (RJ) e dando insumos para uma cadeia industrial longa que vem a seguir de nós”, complementou.
Chambriard pontuou que os investimentos foram acelerados dentro do plano estratégico da empresa até 2029 e que a empresa passou a desempenhar dentro do guidance desde outubro do ano passado.
“Estamos produzindo petróleo, gás, e tirando vantagem desse petróleo e gás para combustíveis mais eficientes e focando na transição energética ‘na veia’.”
A Reduc concluiu com sucesso o teste de produção do primeiro combustível de aviação com conteúdo renovável (SAF) por coprocessamento, alcançando até 1,2% de óleo de milho na fabricação do QAV.
A autorização pela ANP já foi emitida e a produção comercial na Reduc terá início nos próximos meses.
A Reduc já produz Diesel R5, com 5% de conteúdo renovável, e recebeu a autorização da ANP para iniciar os testes com o novo teor de 7% para produção do Diesel R7. “Essas iniciativas reforçam o compromisso da Petrobras com a descarbonização de seus produtos e a transição energética justa.”
Perguntada sobre um possível ajuste nos preços praticados, a presidente enfatizou que a Petrobras continua acompanhando as tendências. “Não nos assombramos com variações bruscas. Está tudo dentro do esperado. Nada de ansiedade.”
Plataforma P-78 vai antecipar operação
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ressaltou nesta quinta-feira (03) que a plataforma P-78 vai antecipar sua operação em um mês, o que vai aumentar a produção da estatal antes do previsto. A unidade será instalada no campo de Búzios, na bacia de Santos, maior aposta da empresa por se tratar do maior reservatório de petróleo do País.
A executiva participou de forma online do anúncio de um megainvestimento no Rio de Janeiro, da ordem de R$ 33 bilhões, que vai ampliar as produções da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) e do Complexo de Energias Boaventura (ex-Comperj), além da Braskem, sociedade da Petrobras com a Novonor (ex-Odebrecht)
“Vamos garantir mais gás a preços acessíveis e teremos também mais duas térmicas neste megaprojeto que é o complexo Boaventura É um projeto que envolve a chegada do gás do pré-sal do Rio de Janeiro em mais uma nova rota (Rota 3) para melhorar a efetividade dos processos da Braskem e a melhorar a eficiência da Reduc”, disse Magda.
“Estamos falando de mais 38 mil postos de trabalho com esse megaprojeto. Já estamos a pleno emprego e com demanda de profissionais para as operações.”
A executiva ressaltou ainda a parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) para treinamento de 3.200 pessoas.
“É um grande pacote de investimentos da Petrobras em associação com o governo federal, garantindo ao Rio de Janeiro emprego, renda, treinamento de pessoal e aportes significativos para o programa Autonomia e Renda (voltado prioritariamente para pessoas em condições de vulnerabilidade e exclusão social). É algo que vai agregar muito ICMS ao Estado do Rio”, afirmou.
