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Mercado livre ignora crise e mantém expansão

Da Redação, de Brasília (com apoio da CCEE) —

Mesmo com as incertezas econômicas decorrentes da pandemia da covid-19, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE teve um aumento de 19% no número de associados em 2020, somando 10.734 agentes. O crescimento foi impulsionado pela nova onda migratória de consumidores para o mercado livre, que alcançou a segunda maior marca da história.

No total, foram 1.732 migrações de consumidores do Ambiente de Contratação Regulado – ACR no ano, somando 1.618 especiais e 114 livres. Isso levou a um crescimento de 23% no número de consumidores especiais, que já são 7.556. O volume de consumidores livres, por sua vez, teve evolução de 11%, chegando a 1.023.

Além disso, houve adesão de 66 novas comercializadoras, totalizando 397 (16% a mais que em 2019) e 155 produtores independentes de energia, um crescimento de 14,8%, elevando o número total para 1.590. Também foram registrados seis autoprodutores, que agora somam 78, e um gerador a título de serviço público.

A CCEE fechou o ano com 26 comercializadores varejistas habilitados para atuação. Outras 32 solicitações estão sob análise. A expectativa da Câmara é que em 2021 os números continuem em expansão. No início do ano, já eram registrados 1.104 processos de adesão em andamento. São 842 consumidores especiais, 49 de consumidores livres, 76 comercializadores, 116 produtores independentes, 11 geradores, seis distribuidores e quatro autoprodutores.

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE informa que, com a entrada oficial do Preço da Liquidação das Diferenças – PLD ocorrida no dia 1º de janeiro de 2021, com granularidade horária, a publicação do PLD é realizada todos os dias com vigência para o dia subsequente (por hora e submercado). Para a obtenção de uma maior granularidade na formação do PLD, foi adicionado à cadeia de modelos computacionais NEWAVE e DECOMP, o modelo DESSEM.

Função de custo futuro do Decomp

Os preços semanais da função de custo futuro do modelo DECOMP, para o período de 23 a 29 de janeiro, para todos os submercados diminuíram em 17%, passando para R$ 176,95/MWh.

O principal fator responsável pela diminuição da função de custo futuro do modelo DECOMP foi a expectativa de elevação das afluências no submercado Sul. O maior nível de armazenamento verificado e a diminuição da previsão da demanda de energia em relação ao planejado, também corroboraram para redução da função de custo futuro para todo o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Em janeiro, as afluências estão previstas em torno de 69% da média de longo termo (MLT) para o sistema, sendo aproximadamente 70% na região Sudeste, 133% na região Sul, 46% na região Nordeste e 53% na região Norte.

Para a próxima semana, espera-se que a carga do Sistema Interligado Nacional (SIN) fique em torno de 1.050 MW médios mais baixa do que a previsão anterior para o modelo DECOMP. A estimativa apresentou redução em todos submercados: Sudeste (- 491 MW médios), Sul (- 102 MW médios), Nordeste (- 277 MW médios) e Norte (- 180 MW médios).

Os níveis dos reservatórios do SIN ficaram cerca de 2.366 MW médios acima do esperado. Os níveis estão mais altos no Sudeste (+613 MW médios), Sul (+1214 MW médios), Nordeste (+206 MW médios) e Norte (+333 MW médios) em relação a previsão anterior.

O fator de ajuste do MRE previsto para o mês de janeiro de 2020 passou de 71,7% para 68,5%. Os Encargos de Serviço do Sistema (ESS) para janeiro até a quarta semana operativa está estimado em R$ 1,4 bilhões sendo R$ 6,6 milhões devido a restrições operativas, R$ 844,1 milhões devido ao despacho termelétrico por segurança energética, R$ 9,9 milhões por unit commitment e R$ 534,6 milhões devido à importação por segurança energética.

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