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BBCE atualiza metodologia da Curva Forward para refletir nova dinâmica das negociações

Da Redação, de Brasília (com apoio do BBCE) ===

O Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE) atualizou a metodologia de um dos principais indicadores do mercado livre, a BBCE Curva Forward. Segundo o Balcão, a mudança visa alinhar o cálculo do indicador à evolução das negociações, com ampliação da priorização de transações efetivamente fechadas. A partir de agora, as operações transacionadas fora da plataforma da empresa e formalizadas por meio da BBCE Boleta Eletrônica ganharam mais peso na formação do indicador.

Eduardo Rossetti, diretor-executivo de Produtos e Relações Institucionais da BBCE, esclareceu que a BBCE Curva Forward já tem como principal parâmetro de formação, nos vértices de menor prazo, os negócios do dia fechados na tela da plataforma EHUB. Com a crescente qualidade de informações das formalizações de negócios propiciadas pela BBCE Boleta Eletrônica, este dado agora ganha mais peso que as ofertas lançadas no ambiente do BBCE, principalmente nos vértices mais longos.

O executivo explicou que, em dezembro de 2024, a companhia aplicou a lógica do mercado de capitais em seus ambientes de negociação de ativos físicos a todas as operações com contratos futuros no ambiente de contratação livre. Com isso, negócios em tela, boletas e ofertas passaram a ser acompanhadas pela autorregulação do BBCE, que monitorava, até então, somente as operações com derivativos de energia, regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 

“Esse trabalho ampliou a supervisão das operações e contribuiu para elevar a qualidade e a confiabilidade das informações utilizadas pelo Balcão”, afirmou.

Nova hierarquia de formação do indicador

Com a nova metodologia, que já está valendo desde 09 de outubro, os negócios formalizados por meio da BBCE Boleta Eletrônica deixaram a quarta posição e passaram a figurar como o segundo critério na ordem de prioridade para a composição da curva. Com isso, os preços das transações executadas ganham destaque antes de o sistema recorrer a ofertas ativas ou às contribuições diretas de preços do mercado:

  1. Negócios fechados na tela do EHUB BBCE: Média ponderada dos negócios em tela entre 15 e 18 horas, com validação de quantidade e volume mínimo e remoção de preços discrepantes (outliers).
  2. BBCE Boleta Eletrônica: Na ausência de volume suficiente em tela, calcula-se a média ponderada entre os negócios de tela e as operações formalizadas via Boleta Eletrônica no mesmo período, observados os critérios mínimos de quantidade e volume, além da remoção de preços discrepantes (outliers).
  3. Ofertas: Caso não haja negócios e formalizações suficientes, utiliza-se a média simples entre a melhor oferta de compra e a melhor oferta de venda inseridas na plataforma entre 9 e 17h59m.
  4. Contribuição de preços: Em última instância, utiliza-se a média das contribuições diárias enviadas por participantes ativos entre 15 e 19h30m, também com filtro para eliminação de distorções.

Segurança, governança e liderança de setor

Lançada em 2015, a BBCE Curva Forward consolidou-se como o principal termômetro de preços futuros do setor elétrico nacional. O indicador cobre o horizonte de 21 anos, todos os submercados, fontes e vencimentos (incluindo safras agrícolas).

Em média, cerca de 60 empresas colaboram diariamente com contribuições de preços, e cerca de 2 mil profissionais utilizam as informações disponibilizadas pelo Balcão. Além dos agentes de mercado, instituições públicas e regulatórias como a Aneel, o Ministério de Minas e Energia, a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), além de entidades como a Abrace e Abiape, bancos, fundos de investimento e consultorias utilizam os dados como base para suas análises e tomadas de decisão.

Para o BBCE, a atualização reforça os padrões de governança e compliance da empresa. O monitoramento contínuo e a validação dos dados permanecem sob responsabilidade da BBCE Autorregulação, área independente especializada na supervisão de operações com valores mobiliários, como derivativos de energia, e que há quase dois anos atua com contratos futuros no ACL.

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