A Petrobras fechou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 32,663 bilhões, 7,2% a menos do que há um ano e 109,9% maior do que o registrado no trimestre imediatamente anterior, segundo informou a companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta segunda-feira, 11.
O resultado foi influenciado pelo ganho com variação cambial, refletindo a valorização do real frente ao dólar, e a reversão do impairment.
O lucro líquido sem eventos exclusivos é de R$ 23,811 bilhões no período, alta anual de 0,9%, mas queda de 7,2% ante o trimestre imediatamente anterior.
A receita de vendas no período subiu 0,4%, para R$ 123,6 bilhões, frente ao primeiro trimestre de 2025, e recuou 2,9% em relação ao último trimestre do ano passado.
Segundo a empresa, o aumento recente dos preços do petróleo e o recorde da produção praticamente não se refletiram nas receitas do primeiro trimestre. Em relação ao volume, há uma defasagem natural entre o embarque e o reconhecimento da venda que ocorre no momento da transferência de titularidade da carga, quando os navios chegam aos portos de destino.
O Ebitda ajustado teve queda de 2,4% contra o primeiro trimestre do ano passado e recuo de 0,5% em relação ao último trimestre de 2025, para R$ R$ 59,643 bilhões. O Ebitda ajustado sem eventos exclusivo somou R$ 61,670 bilhões, queda anual de 1,0% e aumento trimestral de 4,5%.
A companhia informou que apesar da maior produção, as menores exportações de petróleo realizadas no período atenuaram parcialmente os resultados.
A dívida líquida da empresa foi de para US$ 62,093 bilhões, valor 10,8% superior ao primeiro trimestre de 2025. Já os investimentos ficaram em US$ 5,107 bilhões, uma alta de 25,6% com relação a igual período do ano passado.
Pagamento de dividendos
O conselho de administração da Petrobras aprovou o pagamento de remuneração aos acionistas no valor de R$ 9,03 bilhões, equivalentes a R$ 0,70097272 por ação ordinária e preferencial em circulação. Segundo a companhia, trata-se de uma antecipação da remuneração relativa ao exercício de 2026, declarada com base no balanço de 31 de março deste ano.
Para os detentores de ações negociadas na B3, a data-base será em 1º de junho, com os papéis passando a ser negociados “ex-direitos” a partir do dia seguinte, 2. O pagamento será feito em duas parcelas, sob a forma de juros sobre capital próprio (JCP), sendo a primeira, de R$ 0,35048636 por ação ordinária e preferencial, em 20 de agosto; e a segunda, também de R$ 0,35048636 por ação, em 21 de setembro.
No caso dos detentores de ADRs negociados na New York Stock Exchange (NYSE), a record date será em 3 de junho de 2026, e os pagamentos da primeira e da segunda parcela serão feitos, respectivamente, a partir de 27 de agosto e de 28 de setembro.
Os proventos serão descontados da remuneração aos acionistas a ser aprovada na Assembleia Geral Ordinária de 2027 relativa ao exercício de 2026. Para o cálculo do desconto, os valores de cada parcela serão reajustados pela taxa Selic desde as datas dos pagamentos até o encerramento do exercício social corrente.
A Petrobras afirmou que a distribuição é compatível com a sustentabilidade financeira da empresa e reforçou que a distribuição proposta está alinhada à Política de Remuneração aos Acionistas vigente, que prevê que, em caso de endividamento bruto igual ou inferior ao nível máximo de endividamento definido no plano estratégico em vigor, observadas as demais condições da política, a empresa deverá distribuir aos acionistas 45% do fluxo de caixa livre.
